A declaração de voto de Merísio para Bolsonaro, mexeu tanto no cenário que logo após o anúncio, o MDB tratou de desfazer a imagem de que poderia estar com Fernando Haddad no segundo turno.

29/09/2018 08:08

" Mas é legitimo para cada ação há sempre uma reação e ela foi medida, pensada, dialogada. Tenho o maior respeito pelo Podemos, o Natalino Lázare que é candidato a deputado estadual continua conosco, firme e tem grande chance de reeleição".

A frase pronunciada pelo cadidato ao governo pelo PSD, Gelson Merísio ontem em Criciúma, revela o quanto a decisão dele, de declarar voto para Jair Bolsonaro foi analisada nos mínimos detalhes.

Apesar das manifestações de desembarque, do Podemos e de descontentamento por parte do PDT, PV, PCdoB, nenhum dos outros partidos anunciou, pelo menos por ora, a saída da coligação. Mais que isso, Merísio fez questão durante sua passagem pelo sul, de demonstrar que o engajamento de partidos pouco foi abalado.

Tanto que divulgou foto da participação de pedetistas em sua agenda em Cocal do Sul. Na realidade, os candidatos proporcionais que fazem parte da coligação, continuam nela porque também necessitam para buscar sua eleição ou reeleição, e é principalmente nisso que trabalham. Tanto mexeu na política estadual a declaração de voto de Merísio para Bolsonaro, que logo após o anúncio, o MDB tratou de desfazer a imagem de que poderia estar com Fernando Haddad no segundo turno.

Foi imediata a reação de Mauro Mariani, de declarar voto para Henrique Meirelles, que é do MDB mas não tinha sido mencionado por correligionários de Santa Catarina.

Isso, em razão da rejeição do PT e aceitação de Bolsonaro no Estado. O reflexo de tudo isso na votação em primeiro turno é o que se constatará no dia 7 de outubro. O segundo turno é uma nova eleição, com negociações de todos os lados.

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