Segundo mais votado em Santa Catarina para deputado federal, o criciumense Daniel Freitas avalia que o grande desafio do PSL, é "dar a resposta que o Brasil e Santa Catarina merecem".

20/10/2018 05:25

Segundo deputado federal mais votado em Santa Catarina, o criciumense Daniel Freitas avalia que o grande desafio do PSL, após o "tsunami" demonstrado no primeiro turno da eleição, é "dar a resposta que o Brasil e Santa Catarina merecem", referindo-se a sua expectativa de eleição do Comandante Moisés para o governo e de Jair Bolsonaro para a presidência. 

Para isso, Freitas aponta a necessidade de tempo e calcula em oito anos. Ele condeceu entrevista ontem ao site e falou também sobre a eleição municipal em Criciúma em 2020. Daniel avalia que o PSL terá bons nomes tanto para majoritária quanto para o Legislativo.

Ao ser questionado sobre a possibilidade de o vereador Júlio Kaminski, do PSDB, estar na lista do PSL para a candidatura a prefeito de Criciúma, o deputado eleito considera a  necessidade de " muita conversa dentro do PSL", apesar de apontar Kaminski como alguém em "totais condições" para entrar na disputa.

 Estamos terminando uma semana polêmica quanto ao PSL e as conversações de segundo turno. Como o partido, em caso da eleição do Comandante Moisés, governará sozinho. Isso é possível?

Primeiro que essa é uma história bonita e de sucesso, pois ganhar sozinho geralmente é muito mais difícil. O depois da eleição talvez seja a forma mais fácil e mais eficiente de fazer um bom governo porque as indicações políticas, os compromissos partidários ficam para trás e o compromisso com a eficiência é muito mais fácil de acontecer. Acredito que o Comandante Moisés e o Bolsonaro tenham perfis parecidos e tenham essa independência que vai fazer bem para Santa Catarina e para o Brasil.

 Neste contexto, entra a questão da base na Assembleia. O PSL elegeu seis deputados, número expressivo, para um partido que era pequeno e desconhecido, mas isso não é o suficiente para ter uma base na Assembleia. Isso não vai exigir um acordo?

Penso que tudo é feito no diálogo e a política é feita dessa forma. O PSL é um partido novo de pessoas. Muitos dos nossos candidatos eleitos nunca foram candidatos e certamente vão passar por algumas experiências que a política exige, que é essa conversa, que é esse diálogo, e diálogo não subentende-se acordões. O Comandante Moisés parte de seis deputados eleitos e o PSL já não é um partido pequeno em Santa Catarina, já tem uma base de governo interessante e é claro que agora os apoios voluntários que estão se aproximando, apostando no comandante Moisés já vêem nele uma melhor opção e um alinhamento ideológico. Então acredito que esse diálogo não vai ser difícil.

 

Nós vimos um "tsunami" que elegeu deputados estaduais e federais em número que pode ser considerado expressivo no PSL. Qual é na sua opinião, o maior desafio do partido agora?

O primeiro momento foi mágico. Fizemos quatro federais e seis estaduais em Santa Catarina e se Deus quiser e Santa Catarina vem dando todos os indicativos para isso, vamos fazer o Comandante Moisés Governador e o presidente da República Jair Bolsonaro. Então o PSL sai de um menor partido para talvez o maior protagonista dessa eleição. O grande desafio é dar a resposta que Santa Catarina e o Brasil merecem. Claro que vamos ter quatro anos para colocar a casa em ordem. Eu acredito que essa onda é no mínimo de oito anos. Penso ser um prazo interessante para que o PSL possa de fato ser julgado pelo povo catrinense e Brasileiro.

 

Mas os oito anos são de Santa Catarina ou do Brasil?

Falo dos dois. Falo tanto de Santa Catarina quanto do Brasil. Considero o prazo necessário para que possamos entregar ao catarinense e ao brasileiro as respostas que todos esperam, e também poder ser julgado pelo povo nesses próximos oito anos.

 

A sua base é Criciúma. Como será a organização do PSL na cidade. Já tem projeções para chapa majoritária, candidatos a vereador?

Criciúma é a cidade onde nasci, cresci e onde recebi a maior votação. Pelo que consta, sou o deputado federal com  maior votação na história da cidade e isso traz pra mim muita responsabilidade. Já frisei que não sou candidato a prefeito de Criciúma em 2020 e estou muito focado em fazer um bom mandato de deputado federal. Certamente como liderança do PSL estadual e na condição de segundo deputado federal mais votado no Estado, vamos pensar muito bem no cenário de 2020, construir o que for melhor para a cidade e com certeza o PSL terá condições de apresentar bons nomes para prefeito, vice e vereadores .

 O que se ouve nos bastidores é a possibilidade de o vereador Júlio Kaminski, que é do PSDB, mas foi o coordenador de sua campanha na Amrec, estar na lista como possível candidato a prefeito pelo PSL...Ele é um nome na sua lista para candidatura a prefeito?

O Júlio Kaminski está filiado ao PSDB. Eu tenho muita gratidão pelo trabalho e pelo desempenho do Júlio na minha eleição de deputado, e principalmente pela liderança e coragem que teve, porque mesmo sendo do PSDB, ele firmou o pé e aceitou meu convite para ser o coordenador de campanha da Amrec. Ele é uma liderança jovem de Criciúma, eu participei com ele na Câmara, trabalhamos juntos, é um dos mais atuantes e inteligentes do Legislativo e eu vejo nele a nova política. Se vai ser nosso candidato, depende muito do que vai acontecer daqui para frente. Ele tem totais condições mas temos que conversar muito com o PSL. Nós temos um presidente municipal e eu não sou o presidente municipal. Então temos que ter essa conversa dentro do partido, aproximar o Júlio e outros nomes para chegar num denominador e o melhor nome para a cidade de Criciúma.

 O sr foi vereador em Criciúma e quando não encontrou espaço no PP, decidiu pelo PSL e renunciou inclusive ao mandato para se dedicar ao projeto de deputado federal. É possível resumir em uma frase sua história, principalmente com a votação alcançada?

Se eu pudesse colocar em duas palavras seria determinação e coragem. Já havia decidido que não seria candidato a vereador pela terceira vez. Foi muito bem pensado, apesar de muitas pessoas terem me criticado a época. Alguns me chamaram de louco, insensato, porque eu estava em um partido onde eu estava acomodado, num papel de liderança também no PP, mas não teria muita projeção de futuro. Por eu já concordar com as ideias de Bolsonaro, por já ser de uma família tradicional de direita, desde o meu bisavô, Diomício, que era da UDN, fui autor do projeto "Escola Sem partido"... então eu já tinha uma ligação muito forte com o PSL na questão da ideologia partidária. Isso me fez ter muita convicção na hora da mudança, e se o preço que eu tivesse que pagar para ser candidato a deputado federal pelo PSL seria perder meu mandato, eu coloquei tudo na frente e falei: agora chegou a vez do tudo ou nada. Graças a Deus foi a vez do tudo.

 Suas bandeiras principais para o futuro mandato:

A saúde e educação são duas bandeiras que todo representante tem que estar lá defendendo com unhas e dentes... a Segurança Pública que entrou num papel nas pesquisas em primeiro lugar, então temos que estar preocupados muito em melhorar nossa segurança pública. Quero atuar muito  na área de tecnologia e inovação que o nosso estado é uma referência no Brasil, e eu vejo poucos parlamentares incentivando essa bandeira. Criciúma precisa do Centro Tacnológico, estamos nessa luta há bastante tempo, e vou lutar para que o seguimento cresça e se fortaleça em Santa Catarina e em Criciúma.

 

 

 

 

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