Candidato esteve em Criciúma

14/09/2018 18:39

O candidato à presidência pelo Partido Novo, João Amoedo, descarta qualquer possibilidade de aumento de impostos para sanear a crise no país. Para ele, a chave está na redução de privilégios,  em especial na própria classe política.

Com discurso que faz jus ao nome do partido, ele avalia que é possível acabar com o toma lá dá cá no congresso através de negociações abertas e que sejam acessíveis ao público.

Também está nos planos de Amoedo, privatizações com o intuito de aumentar a concorrência, oportunizando melhores serviços ao cidadão, ao mesmo tempo que possibilita ao Estado cuidar de três setores essenciais: saúde, educação e segurança.

Ainda com números tímidos na pequisa e longe de estar entre os favoritos, Amodeo apresenta propostas que diferem da maioria dos candidatos e que mexem em um ponto crucial: o sistema.

 Confira a entrevista coletiva que Amoedo concedeu pouco antes da palestra que profere neste momento em Criciúma:

 As prioridades em seu plano de governo.

As prioridades são duas. A primeira é colocar o Brasil de volta na rota de crescimento e a sgeunda é melhorar a liberdade econômica. Fazer com que também as áreas do funcionem em função do cidadão e não para o Estado Brasileiro e isso pressupõe consequentemente equilíbrio das contas públicas, Reforma da Previdência, Privatização de empresas estatais, mais liberdade para as pessoas empreenderem, menos burocracia e invetimento maior no ensino básico e fundamental.

 

Em sua opinião, o que há de mais urgente no Brasil. Se eleito, qual a primeira ação?

A primeira coisa é equilibrar as contas públicas e aí não tem jeito, temos que fazer uma Reforma da Previdência, que deixou ano passado um buraco de quase R$ 270 bilhões, e cortar privilégios e benefícios. Acho que temos que ir para o governo dando exemplo. A classe política tem uma série de privilégios, uma série de mordomias, eu pretendo no Executivo fazer isso e os candidatos do Novo ao Legislativo vão fazer a mesma coisa. Cortar metade das verbas de gabinete, cortar metade dos assessores... pra gente mostrar pra população que estamos indo para lá para ter apreço pelo recurso do pagador de impostos. Afinal de contas, no Brasil trabalhamos 153 dias por ano para pagar imposto e recebe muito pouco em troca.

 

Suas propostas especificamente para Santa Catarina

Santa Catarina tem alguns índices que se destacam bastante. Primeiro, é o Estado com menor indice de pobreza, o Estado com menor índice de desigualdade, o segundo estado em empreendedorismo. Então o que queremos fazer é incentivar esse espírito empreendedor de Santa catarina. para isso é fundamental mais liberdade econômica, infraestrutura melhor, o Brasil tem pecado muito na infraestrutura. A questão do porto aqui também, gostaríamos de privatizar para ter melhor gestão, melhorar o escoamento da produção. Então no fundo, é dar estrutura e deixar que cidadão seja o protagonista de sua vida. Que tenha liberdade para empreender e o Estado pare de atrapalhar que é o que ele tanto tem feito.

 

A carga tributária é das maiores reclamações do setor produtivo. Como o sr pretende trabalhar essa questão? E também, a questão de alguns candidatos vem falando da taxação sobre grandes fortunas. Gostaria da sua opinião sobre isso.

No prmeiro, no segundo e em nenhum momento pensamos de forma nenhuma em aumentar impostos. O equilíbrio das contas que queremos fazer e precisa sre feito no Brasil tem que ser feito pelo corte de despesas, corte de privilégios. A gente vê isso. Grandes empresas tenso desonerações que não fazem sentido , partidos políticos com fundo partidário... uma série de benefícios, fundo eleitoral . A gente quer  fazer essa redução. Na parte tributária, no primeiro momento nossa ideia é fazer a simplificação. O Brasil hoje tem mais de 80 tributos, 80 taxas e a gente gistaria de juntar pelo menos cinco deles em um unico imposto, o Imposto sobre o valor agregado. Essa simplificação acredito que valeria muito e traria muita produtividade para toda a industria brasileira que hoje sofre muito não so com a carga elevada mas também com a complexidade. então eu diria que no primeiro momento é pensar em simplificação e num segundo momento simplificação de impostos, aumento de forma nenhuma.

 

O sr fala muito em privatização mas as pessoas mais pobres talvez não entendam o que isso possa signifciar na vida deles. Qual a consequencia da privatização para as pessoas menos favorecidas do país?

Para elas justamente é melhorar a qualidade de vida. Duas coisas: na hora que a gente conseguir privatizar, a gente vai diminuir dívida pública. Na hora que a gente diminuir dívida pública o Estado vai deixar de competir tanto pela poupancça. vai sobrar mais dinheiro para as pessoas poderem investir , momtar seu negócio. As taxas de juros são mais baixas e isso impacta diretmente os mais pobres. Por outro lado há melhorias também na qualidade de serviços. Só para lembrar, a telefonia, há alguns anos atrás. era dificuldade para se ter um telefone. Hoje qualquer um tem uma linha de telefone. Com a iniciativa você acaba tendo qualidade de serviço a preco mais competitivo. O que e importante e isso faremos durante do processo é você ter como objetivo principal com a privatização, aumentar a concorrência. A gente não pode correr o risco de por exemplo fazer uma concentração ainda maior no setor financeiro, ou transferir o controle da Petrobrás para um único grupo... o que a gente quer é abrir mais o mercado e ter mais concorrência e fazer que o estado por exemplo deixe de fazer gestão de entrega de correspondência, de posto de gasolina, de instituições finenceiras e use seu tempo e esforços para educação, saúde e segurança, que é justamente o que as pessoas mais necessitadas estao precisando no Brasil e não tem por parte do Estado, que tem falhado em tudo isso.

 

Então seu governo teria foco em três eixos: saude, educação e segurança pública o restante seria privatizado?

Ai tem algumas relações exteriores, de proteção da moeda que cabe também ao governo mas em essência seriam esses para que o resto fique na iniciativa privada e a gente possa se dedicar como governante, como Estado, exatamente nessas áreas onde o cidadão tem mais necessidade.

 

Um dos temas que tem preocupado a população de modo geral é o preço do combustível. O controle passa por uma privatização da Petrobrás?

Certamente. E a melhor proteção para o consumidor é quando tem concorrência, quando tem oferta de vários fornecedores e isso vale desde o sistema financeiro até para a gasolina. E no Brasil temos monopólio da gasolina, do refino do Petróleo com a Ptrobrás. A ideia é quebrar esse monopólio, ter concorrência.

 

A Reforma da previdência, como o sr pretende conduzir? É mais ou menos no modelo que foi conduzida até agora?

Certamente não será da mesma forma como foi conduzida. Algumas medidas são semelhantes. Mas o que eu entendo é o seguinte: a primeira coisa que um governante eleito tem que fazer é mudar esse sistema que tem hoje no Congresso do Toma lá dá cá.  E aí você coloca ministros que estão sendo investigados, você não consegue   ter uma negociação clara, você não faz cortes dos seus próprios privilégios Eu pretendeo não morar em Palácio, não ter chef de cozinha, não ter cartão corporativo. E aí você dá um exemplo para a sociedade brasileira que você está fazendo economia, Não é só um discurso. Você está fazendo isso na prática. A Reforma da Previdência precisa ser feita porque as contas não fecham. O que pretendemos é fazer uma discussão muito clara com o Congresso. Minha ideia é ter uma reunião semanal com o Congresso, para explicar as pautas, discutir com eles, ouvir quais são as contra-argumentações e fazer isso sendo transmitido para toda a população brasileira. Entao ao invës daquelas negociações com os líderes em troca de um cargo, um ministério ou uma diretoria numa estatal, vamos fazer as coisas transparentes.

 

O quadro eleitoral

 

De fato há muitos anos que não temos uma eleição tão indefinida tão próximo do pleito. Estamos aí a praticamente 20 dias... Eu se tivesse que enxergar alguma polarização, diria que existe uma polarização na cabeça do eleitor que é da política velha e da política nova. E aí entendo que só o Novo representa uma política diferente, nova. Os outros candidatos todos estão há muito tempo no mundo político, com as mesmas práticas e por isso, no meu entender, é que há uma grande parcela da população, mais de 30% que ainda não se decidiu  em quem votar. Acho que o cenário está muito em aberto. Tudo pode acontecer. O cenário está  em aberto.

 

O Novo está de aniversário amanhã, é um dos partidos que foram criados mais recentemente mas há quem critique a quantidade de partidos. Havia necessidade de se criar mais um?

Na verdade é o seguinte, a população brasileira, grande parte dela em pesquisa recente já se mostrou que entre 70 e 80% da populção não se sente representada pelos partidos. O problema no Brasil não é ter tantos partidos. O problema é que os partidos que existem não têm uma ideologia clara e pior, são suatentados com dinheiro público e com subsídios. Nosso entendimento é que a melhor forma de você sanear esse sistema e de fato existirem só os partidos que representem a população, é acabar com o dinheiro público. E ai só existirão os partidos que seus filiados de forma voluntária e apoiadores doam dinheiro. Eu não tenho dúvidas se acabar com todos esses privilégios a quantidade de partidos provavelmente virá para a metade do que temos hoje.

 

Criticando veementemente a política velha, mesmo assim, em caso de o sr não passar  para o segundo turno avaliarai a possibilidade de apoio a um dos que estiverem la?

 

Dificil porque o que vemos hoje são soluções que no meu entender são ruins para o Brasil. O Brasil está numa posição delicada , a gente vem de dois anos anteriores de recessão, tem 13 milhões de desempregados, o Brasil não cresce, educação de péssima qualidade... tem que pensar bastante e agente vai trabalhar para estar no seguncdo turno e não ter que tomar essa decisão difícil aí.

(Foto Reprodução facebook)

 

 

 

 

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