Na estratégia de Merisio, o convite a empresário do Sul, região onde Moisés tem raízes, para fazer parte de seu governo

11/10/2018 08:09

Com cenário eleitoral no primeiro turno indicando a presença de Gelson Meísio e Mauro Mariani para a segunda etapa eleitoral, todas as " armas" dos dois candidatos estavam engatilhadas para a batalha.

Por um passado juntos, já que o MDB e o PSD foram coligados, o conhecimento do adversário era vantagem na disputa com possibilidade de levantar "pontos fracos" de ambos.

Se por um lado, o MDB não contava com a derrota sofrida no domingo, uma das maiores de sua história em Santa Catarina, por outro, o PSD de Merísio não esperava um adversário atípico como o comandante Moisés.

Oriundo da onda Bolsonaro, Moisés é da área de segurança pública, o principal ponto do Plano de Governo de Merísio além de ter no mesmo partido o presidenciável Jair Bolsonaro, que ataca diretamente o setor e tem nele um de seus principais pilares de sustentação.

Mais que isso, Moisés é nome novo, sem nunca ter disputado cargo eletivo e tem a "simpatia" de muitos dos mais de 60% dos catarinenses que continuam defendendo a eleição de Jair Bolsonaro.

Para atacá-lo diretamente, Merísio precisará ser hábil na estratégia já iniciada. O primeiro passo foi focar em sua própria experiência para governar o Estado, e o segundo enfatizar regiões, como o Sul, onde Moisés tem raízes.

Merísio tem relação forte com empresários da região e chegou a formular convite para que um deles componha seu governo.

A batalha entre Merísio e Moisés no entanto, estará abertamente declarada a partir dos programas eleitorais e principalmente, os debates.

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