O candidato do PSD ao Governo afirma que o MDB não vai estar em seu governo e informa que vai anunciar todo o secretariado a partir da próxima semana

11/10/2018 19:34

O candidato do PSD ao Governo de Santa Catarina, participa neste momento, em Criciúma, de reunião com líderes dos partidos que compõem sua aliança. Pouco antes, ele concedeu entrevista exclusiva ao site, onde informa que a partir da próxima semana vai anunciar seu secretariado e reafirma que caso Regionais.

Merísio justifica sua iniciativa de anúncio dos secretários antes da eleição. Diz que "é para que o eleitor catarinense saiba em quem está votando, porque você não elege somente o governador. Você elege o governador e quem vai estar com ele" .

Mais que isso, Merísio alfineta o Comandante Moisés quando afirma a hipótese de o MDB fazer parte de um eventual governo dele. E atribui a possibilidade ao fato de o governador Eduardo Moreira ter anunciado apoio ao candidato do PSL.

"Já o Moisés provavelmente os terá porque o governador e toda sua equipe já anunciaram apoio a ele e o MDB quando participa de governo, participa para ocupar cargos", conclui.

 Confira a entrevista completa:

 O anúncio que o sr fez ainda no primeiro turno para o Bolsonaro. Isso teve um certo estudo, uma hora certa para ser feito?

Não é questão de hora certa. Foi feito quando houve uma comprensão que no segundo turno teríamos duas opções apenas: Bolsonaro de um lado e PT de outro. Entendi que deveria ser transparente com meu eleitor dizendo claramente qual seria minha posição no segundo turno, independente de quem fosse ou do que fizesse o candidato. Não sabia que seria Moisés mas teria feito da mesma forma, se soubesse, porque entendo que para o Brasil é melhor o Bolsonaro. Agora também temos que querer o melhor para  Santa Catarina. Uma coisa é Brasil, outra é Santa Catarina. E é neste comparativo das candidaturas agora no segundo turno, que espero ser o escolhido pela maioria dos catarinenses.

 O que o sr tem para apresentar para os catarinenses agora. Qual a diferença entre o sr e o candidato do PSL, Comandante Moisés?

Experiência, preparo, construção de longo prazo. Nós temos um Estado que tem problemas para serem enfrentados, na segurança pública, na gestão de sua dívida, na questão da saúde... Poder montar uma equipe qualificada, eu venho conversando com pessoas e estabelecendo prioridades, propostas há dois anos, não são três meses. Eu não fui eleito por um número. Fui o mais votado do primeiro turno porque as pessoas entenderam as propostas que foram feitas e também que tinha a forma de fazê-las e quando fazê-las. Vou continuar fazendo isso no segundo turno. Mostrando claramente a diferença que existe em termos de propostas, preparo e de quem vai estar com quem. A partir de segunda-feira de manhã começo  a anunciar todo o secretariado. Quero fazê-lo antes da eleição, para que o eleitor catarinense saiba em quem está votando, porque você não elege somente o governador. Você elege o governador e quem vai estar com ele. Por exemplo, o MDB não estará comigo. Já o Moisés provavelmente os terá porque o governador e toda sua equipe já anunciaram apoio a ele e o MDB quando participa de governo, participa para ocupar cargos.

 

O sr vai reduzir secretarias?

Serão apenas dez secretarias, nenhuma Regional, muita tecnologia  aplicada, extinção de 1,2 mil dos 1,4 mil cargos comissionados, duzentos permanecendo portanto, com a utilização plena de efetivos do Estado, que serão engajados, estimulados e preparados para formarem um grande time que gosta do Estado e portanto faça um bom trabalho.

 

O sr anuncia hoje seu primeiro secretário? É alguém do Sul?

Era uma possibilidade, seria junto com o Secretário de Segurança, que está escolhido, mas que tem uma questão funcional ainda para ser resolvida antes do anúncio. Como a prioridade absoluta é a segurança Pública vou aguardar mais dois ou três dias para que o primeiro secretário anunciado seja o de Segurança Pública.

 

Seria o delegado Ulisses Gabriel?

Não, não é o Ulisses...

 Então o secretário de Segurança não é do Sul....

O Secretário de Segurança não.

 Do Sul qual vai ser a pasta?

Eu vou aguardar mais dois ou três dias para fazer porque  senão eu tiro a relevância daquela que é a maior prioridade que é a Segurança Pública. Tão logo ela seja anunciada, também o nome do Sul, que já está escolhido.

 No primeiro turno da eleição, todas as pesquisas indicavam o sr e o candidato do MDB, Mauro Mariani como os que estariam no segundo turno. Em algum momento o sr pensou em ter como adversário o comandante Moisés, do PSL?

Olha nós tínhamos isso identificado como possibilidade, muito embora distante, nos nossos trekkings, nas nossas pequisas internas. Agora claro para mim, como para todos foi uma surpresa, e uma boa surpresa porque é um debate novo, que se estabelece, com novas propostas, com a profundidade que se espera possamos ter destes próximos quinze dias de campanha que serão curtos mas muito intensos. Teremos programas diários de quinze minutos, vários debates e eu tenho certeza  que o eleitor no segundo turno não vai votar em um número. Vai votar em um presidente da República e um Governador no qual confie, que conheça, não apenas o presente, mas seu passado, seu preparo e sua projeção para o futuro.

 O sr foi o mais votado na região da Amrec, inclusive em municípios onde o prefeito é do MDB. A que o sr atribui isso?

A aversão do eleitor a um processo de continuidade. Eu por estilo pessoal, propósito e por definição de vida represento o rompimento de um modelo e ele poderia acontecer se o governador fosse do meu partido. Não se trata de sigla partidária mas de modelo administrativo. O MDB tem na sua essência o governo inchado, fisiológico e eu sinceramente não acho que seja o correto. Esse era um tema proposto até aqui. Agora uma nova disputa se estabelecendo temos outro debate mas eu continuo com minha tese, meu propósito, que é um governo enxuto, pequeno no processo administrativo e muito grande nos serviços oferecidos ao cidadão.

 Qual sua análise, com base em sua experiência política, para a eleição de segundo turno em âmbito nacional?

Acredito que o Bolsonaro vai ter uma eleição não tão folgada como foi no primeiro turno porque é normal que agora se aglutinem as forças opostas do outro lado, mas nós não podemos desperdiçar votos. Aqui no Estado por exemplo, do 1 milhão 121 mil votos que eu fiz mais de um milhão foram para o Bolsonaro. Precisamos manter todos esses e buscarmos mais que não estiveram concosco no primeiro turno para que possamos os dois candidatos agora que apóiam o mesmo presidente fazerem em vez de 65, 75 ou 80%. É dificil mas é possivel e no que depender de mim vou trabalhar muito para que isso aconteça.

( Com foto de Luis Debiasi) 

 

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