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"É sonho dos outros ter o PSDB como apoio", diz Bauer


24/07/2017 19:06:40

Na entrevista que concedeu ao site pouco antes da chegada do Ministro de Minas e Energia, Fernando Coelho hoje a Criciúma, o senador Paulo Bauer, do PSDB reafirmou que seu partido deve ter candidato ao governo em 2018. Deixou implícito no entanto, que não seria demérito ser candidato à reeleição como senador, quando citou que a possibilidade o deixaria honrado e lembra que nenhum senador foi reeleito para mandatos consecutivos no Estado.

Bauer falou também sobre a definição de regras para a eleição do próximo ano, previu que a votação na Câmara dos deputados deve acontecer antes do prazo, em outubro, e que o Distritão é uma hipótese que pode se concretizar.

O senador fechou hoje, com chave de ouro, o mandato como presidente da Frente Parlamentar em Defesa do Carvão, com a visita do Ministro de Minas e Energia a Criciúma. Isso porque, havia 15 anos que nenhum ministro de Minas e Energia pisava na cidade.

Confira a entrevista na íntegra:

 

O PSDB nas eleições de 2018.

O PSDB deve e precisa ter candidatura ao governo do Estado. Tivemos uma candidatura na última eleição, faltou 1% para que pudéssemos disputar o segundo turno, agora eu acredito, é a vez do PSDB pela história do partido, pela qualidade de seus líderes tanto estaduais quanto regionais e principalmente pela estrutura que o partido tem hoje no estado. Temos aproximadamente cem mil filiados, temos número de pré-candidatos a deputado estadual e federal muito grande, e por isso o partido não poderia e não faria bem se abrisse mão dessa oportunidade. Claro quando se fala em coligações, muitos insistem, especulam sobre a possibilidade de o PSDB ser um parceiro e não ter candidato a governador. Nesse caso, meu nome é lembrado para repetir o mandato de senador o que me traria muita honra, muito orgulho até porque nunca tivemos em Santa Catarina um senador reeleito. Mas eu entendo que o que os outros tem de sonhos e desejos, também nós temos. Nós gostaríamos muito de ter como coligados outros partidos que se identificam com o nosso, em pensamento e compromisso e esses partidos poderiam obviamente apresentar candidatuas a vice e senador já que teremos duas vagas nas eleições do ano que vem.

 

Esse cenário que o sr coloca, de hipótese de o PSDB ocupar vaga de candidatura ao senado seria com a coligação que está aí, do PSD com o PMDB?

A coligação que está aí hoje não inlcui o PSDB.

Por isso a pergunta. Vão incluir o PSDB nessa coligação?

O único partido de Santa Catarina que pode coligar com todos e com qualquer partido é o PSDB. Porque nós não temos problemas com ninguém. Os outros partidos tem problemas entre si mas nós não temos problema com nenhum. A verdade é uma só. É sonho dos outros ter o PSDB como apoio, como participante mas é um sonho difícil de se realizar já que o PSDB está muito a frente no projeto de candidatura ao governo do Estado.

 O prefeito  de Criciúma, Clésio Salvaro é citado para compor em majoritária. Essa possibilidade realmente existe?

Ainda não sabemos como vão se conduzir essas questões de coligações. Sem dúvida, o nome do Clésio é um dos grandes do PSDB de Santa Catarina para disputar uma eleição majoritária. Porque não? Para governador, para vice, para senador... agora tudo vai depender do que vai acontecer de outubro desse ano para frente. Tudo o que se fala agora é especulação. Em termo de nomes eu digo.

 

Quando se fala na definição de regras para a eleição de 2018, cita-se muito essa possibilidade de passar o Distritão. Qual seu sentimento em relação a isso?

Com certeza teremos mudanças. O projeto de reforma político-partidária e eleitoral que já votamos no senado tramita na Câmara, e a Câmara vai votar ele com certeza antes o prazo legal que é sete de outubro. Haverá mudanças na questão do financiamento eleitoral, na questão das coligações. Nós votamos no senado para que acabassem as coligações partidárias a partir da eleição de 2020. A Câmara dos deputados já tem dado sinais que quer mudar para essa eleição de 2018. Eu pessoalmente concordo com isso. Acho que cada partido tem que mostrar quem é seu time, quais são suas bandeiras e que força política tem para representar a sociedade no parlamento e nos governos. Tudo isso vai determinar como se fará o processo eleitoral de 2018. Não adianta pensar em 2018 sem considerarmos essa lei.

 

E o Distritão?

Há quem fale também no Distritão. Nós temos a possibilidade também no Brasil, de implantar o voto Distrital Misto mas é muito difícil implantar ele já, porque haveria necessidade de uma estrutura partidária pronta e preparada para administrar isso. Teríamos metade dos deputados eleitos por lista e a outra metade eleita pelo voto direto. Muitos deputados defendem o Distritão como o caminho de passagem para o Distrital Misto. Entretanto, o Distritão, ele vai permitir que se elejam apenas os que têm maior número de votos e não os que tenham a melhor ação e melhor estrutura e composição partidária. É um tema polêmico mas fatalmente, isso tudo vai tdeterminar a postura de cada partido para a eleição do ano que vem.

 

O sr é presidente da Frente em Defesa do Carvão e passa hoje o cargo para um deputado mas deixa sua marca de trabalho bem realizado, inlcusive com a presença do Ministro de Minas e Energia em Criciúma hoje. O que é exatamente essa definição de políticas para o carvão?

Eu termino meu mandato com uma alegria. É a primeira vez que um ministro de Minas e Energia chega em Criciúma depois de 15 anos. E Criciúma é uma das cidades conhecidas no Brasil inteiro como produtora de carvão mineral que é um insumo fundamental para a geração de energia. Portanto, a vinda do ministro é uma realização, uma conquista da nossa gestão da Frente Parlamentar. Segundo: penso que nesses dois anos e meio, mantivemos as bancadas principalmente do Paraná, Rio Grande e Santa Catarina unidas e articuladas. Isso é importante. É um grande número de deputados e senadores que precisam estar sempre defendendo a causa do carvão. A política do carvão é termos regras dentro do governo sobre questões ambientais, financiamentos de investimentos, política tributária diferenciada, tem que se pagar menos impostos para que essa atividade tenha resultado e seja economicamente viável. Nós precisamos ter a garantia que a energia produzida a partir do carvão, seja efetivamente comercializada. Precisamos sempre que hajam leilões de energia das termelétricas do carvão.

 

A questão ambiental é o que mais  interfere na definição dessas políticas?

 

É preciso sempre dizer o seguinte: nas questões ambientais, que são as mais polêmicas, estamos sempre atentos.  Agora, nessa política pública do carvão, que vai ser anunciada estabeleça e defina uma coisa. Nós vamos viabilizar em cinco ou dez anos, com a mesma quantidade de carvão que se extrai hoje das minas, 15% a mais de energia com 15% a menos de CO2, ou seja, de efeito estufa. A nova tecnologia precisa ser aplicada no processo de extração do carvão até o processo de produção de energia.

 

 

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