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A população aprovou o modelo de gestão técnica , diz Ademir Magagnin


11/02/2017 09:07:47

Reeleito com 63,56% dos votos, o prefeito de Cocal do Sul, Ademir Magagnin atribui a aprovação de sua administração ao fato de ter atendido o clamor da sociedade: administrar com máquina enxuta e sem deixar dívidas. Quando assumiu o primeiro mandato, tinha mais de R$ 2 milhões a pagar somente para fornecedores. Consultou o Tribunal de Contas, propôs parcelamentos, e em seis meses saneou a prefeitura. Também diminuiu secretarias pela metade e assim continua no segundo mandato.

 

O sr é o primeiro prefeito reeleito da história de Cocal do Sul e com mais de 60% dos votos. A que o sr atribui votação tão significativa?

De fato sou o primeiro prefeito reeleito. Eu e a minha vice. Somos os primeiros reeleitos. Atribuo ao trabalho dos quatro anos. O que conteceu em Cocal acho que foi um pouco diferente de outros municípios.

 

O que foi diferente?

Nós fizemos pouca mídia, fomos taxados aqui de gastar pouco com mídia. Houve até cobrança dos meios de comunicação porque gastamos muito pouco. Mas porque fazemos essa votação? Nós conseguimos fazer o nosso eleitor enxergar nossas obras.

 

De que forma?

Com a nossa participação na comunidade. Nós nunca deixamos de receber aqui ou de ir numa reunião num bairro, numa escola, APP, Associação de Moradores, enfim, onde tinha evento, reunião Ademir e Aninha estavam lá. Falando das nosas obras.

 

Mas o que era essa obra que eles viam?

Acho que nosso grande carro chefe foi a pavimentação.  Fizemos 18 quilômetros de pavimentação. Lançamos em 2014 uma cartilha com R$ 20 milhões de investimentos em obras e ali estavam quase cem ruas a serem pavimentadas. O cidadão tinha em mente que todas seriam pavimentadas e ficou acompanhando. Nós cumprimos todos. Em Criciúma, o Márcio Divulgou R$ 56 milhões, então compare. O tamanho de Cocal de 16 mil habitantes para 200 mil habitantes, são doze vezes mais. Então se for olhar também nessa proporção, 12 vezes 18 quilômetros daria lá mais de 200 quilômetros.

 

O sr diminui secretarias?

Diminui. Eram sete ou oito e agora são quatro. Quando apresentamos quatro secretários técnicos, todos com ensino superior, a população começou a pensar: para aí mas o cara tá cumprindo o que falou. Quando resistimos a pressão política do meu partido, do dela, a população acreditou.

 

Existe no meio político um ditado referente a alguns prefeitos que até realizam boa administração mas não "são políticos" e não conseguem se reeleger. Esse "ser político" muitas vezes significa dar cargo pra vereador, acomodar alguém de algum partido... O Sr foi político?

Isso eu evitei porque dentro do partido tem aquelas pessoas que esperam um cargo certo? São aquelas que dizem que o prefeito tem que fazer política, e que as vezes não são pessoas que vão somar , trazer uma contribuição. Deixamos essas pessoas de lado. Nós fomos pelo lado técnico. E a população gostou desse modelo.

 

O sr foi eleito por uma coligação PP/PSD/PDT/PT e PSB. Como o sr consegue manter esses partidos todos sem acomodações políticas?

Eu fui muito claro no início. Candidato: Ademir e Aninha. Se quiseram apoiar, venham concosco que estarão bem amparados.

 

Mas como o sr ampara?

A úncia negociação que tivemos foi com o PDT, que hoje ocupa a secretaria de obras. Não assuminos nenhum compromisso com os demais. Esse é o modelo e o perfil e não vamos mudar.

 

A maioria dos prefeitos reclama da situação das prefeituras. O sr recebeu a prefeitura do sr mesmo...

Nós não tinhamos bola de cristal que iríamos ganhar as eleições. Tínhamos uma previsão. Então nós preparamos a prefeitura para chegar ao final do mandato em condições boas.

 

Tem dívida?

Não. Nada.

 

Precatórios?

Se não estou enganado tem alguma coisa na ordem de R$ 200 mil mas não sei se chegou para esse ano.

 

Quando o sr pegou tinha dívida?

Tinha.

 

De quanto?

Tinha de fornecedores em torno de R$ 2 milhões, tinha a folha de pagamento de dezembro e outra coisa que não era dívida, mas não tinha um funcionário de férias. Então imagina que tivemos um custo para poder fazer isso. Maquinário estava sucateado. A secretaria de obras teve o primeiro carro para trabalhar, foi um corsa que ganhamos da secretaria de agricultura do João Rodrigues. Usávamos para obras e agricultura. Depois fizemos investimento na ordem de R$ 2 milhões em máquinas e carros.

 

E isso está tudo pago?

Tudo. Nós pagamos no mesmo ano. Em seis meses colocamos a prefeitura saneada porém a dívida nós chamamos os fornecedores e parcelamos em 18 meses. Fomos ao tribunal de Contas e perguntamos a eles: que que nós fizemos? Eles reponderam que pagar tinha que pagar porque é uma dívida já empenhada. Nós respondemos que não tinha condições e nos aconselharam a tentar parcelar. E assim fizemos.  

 

O sr assumiu a presidência da Amrec. Qual a linha de trabalho a ser adotada?

Eu tenho o meu pensamento que a linha de trabalho da Amrec deve ser mobilizar a força política dos nossos prefeitos. Já temos reunião no dia 16 para discutir algumas pautas como o Hospital São José e  questões de infraestrutura. A Amrec é local democrático onde temos que tratar dos poblemas da região sul. porque a amrec perdeu um pouco isso? Porque deixou a Acic resolver esses problemas. A Acic é de Criciúma e a Amrec é da região. Eu senti essa falta em quatro anos apesar de que começou já. Fizemos reuniões importantes ali para tratar de diversos assuntos.

 

 

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