Há de se levar em consideração a possibilidade de indicação de Improbidade Administrativa no relatório final da CPI do CriciúmaPrev, o que pode desencadear processo de pedido de impeachment do prefeito de Criciúma, Clésio Salvaro, do PSDB.
23/06/2019 19:26

A semana será de expectativa quanto aos últimos depoimentos e a apresentação da auditoria referente ao CriciúmaPrev, encomendada pela CPI do Instituto de Previdência de Criciúma. Há no entanto, nos bastidores políticos, movimentação intensa quanto aos trabalhos realizados pela comissão.

Apesar das declarações do vereador Júlio Colombo, representante do PSB na CPI, sobre as declarações de Júlio Kaminski, presidente da Comissão, o que mais pesa nesse momento são os depoimentos do atual secretário da Fazenda, Celito Cardoso e do ex Robson Gotuzzo, afirmando que havia recursos em caixa mas mesmo assim não houve o pagamento de valores devidos ao Criciumaprev.

Foi com base neles a declaração de Kaminski sobre a constatação de improbidade administrativa. Não há como antecipar o que o relator, Ademir Honorato, do MDB, vai concluir em seu relatório, mesmo porque ainda faltam depoimentos e a auditoria. Há de se levar em consideração no entanto, a possibilidade de indicação de Improbidade Administrativa o que pode desencadear processo de pedido de impeachment do prefeito de Criciúma, Clésio Salvaro, do PSDB.

O prefeito de Criciúma, Clésio Salvaro, do PSDB, já enfrentou em seus mandatos outras CPIs, como a do esgoto e das Bolsas de Estudos mas em nenhuma delas houve qualquer menção ao administrador, como acontece na atual, onde os secretários afirmaram ser uma decisão de governo o não pagamento do CriciúmaPrev.

Em caso de o relatório final da CPI do CriciúmaPrev apontar improbidade administrativa por parte do prefeito Clésio Salvaro, do PSDB, a proposta de afastamento do prefeito deve ir a votação na própria Câmara de Vereadores. Seria a prova de fogo para a base de Clésio Salvaro e principalmente aos vereadores de partidos como o MDB e PP, divididos entre os que possuem afinidade com o prefeito e os que não a possuem.

Para aprovação de afastamento do prefeito seriam necessários nove votos em plenário. A pouco mais de um ano do pleito eleitoral que vai eleger prefeito e vereadores em Criciúma, uma situação como o possível pedido de impeachment mexeria profundamente com o cenário político da cidade, além de demonstrar quais as reais possibilidades de parcerias ou não para o próximo ano.

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