Depois do vereador Ademir Honorato, do MDB, que em entrevista ao admitiu que não pretende permanecer na sigla e apontou o PSL como o caminho, outro integrante da Câmara de Criciúma admite que deve migrar para outra sigla.
29/08/2019 08:03

Depois do vereador Ademir Honorato, do MDB, que em entrevista ao  admitiu que não pretende permanecer na sigla e apontou o PSL como o caminho, outro integrante da Câmara de Criciúma admite que deve migrar para outra sigla.

O presidente interino do Legislativo, Jair Alexandre, informa que deve deixar o PSC e aponta como caminho o PSD, partido pelo qual deve concorrer à reeleição em 2020.

Alexandre é o primeiro pastor evangélico a assumir a presidência da Câmara na cidade, e permanece por trinta dias a frente do cargo. Na entrevista, ele detalha prioridades para a área social, como a questão dos dependentes químicos e chama atenção para pesquisa com números que ele define como “assustadores” pelo aumento de dependentes químicos em Criciúma.

O sr é o primeiro pastor a assumir a presidência da Câmara de Criciúma. O que isso significa para o segmento evangélico, que é um segmento que também cresce na política?.

Hoje em Criciúma uma pesquisa feita e não fomos nós que fizemos mas o próprio prefeito Clésio Salvaro me mostrou, somos em Criciúma  em torno de 30% da população de Criciúma. Se hoje tem 209 mil habitantes, temos cerca de 60 mil evangélicos na cidade. Isso é um número expressivo na cidade e as igrejas evangélicas estão se expandindo, estão crescendo. Para mim, o fato de ser o primeiro pastor evangélico a assumir a presidência da Câmara, é um fato histórico para a igreja evangélica na cidade. Me sinto muito privilegiado pelo fato mas também com sentimento de grande responsabilidade, apesar de ser um período curto.

O sr fica trinta dias?

É provável que sim. O vereador hoje prefeito interino Miri Dagostin, ele está como prefeito e após uns dez dias vai pegar uma licença até por uma questão de saúde dele, de fazer um tratamento então ele pega uma licença de mais 20 dias e eu vou estar aqui pelo menos 30 dias como presidente da Câmara.

Nesses trinta dias, qual o planejamento?

Primeiro o trabalho normal como presidente, gestão, parte administrativa e vou focar naquilo que sempre foquei nestes dois anos e meio, que é a bandeira que a gente trabalha muito na questão social. Temos uma audiência pública a respeito de dependentes químicos no dia 6 de setembro,  vamos estar ligados com comunidades terapêuticas. Temos também na quarta-feira uma audiência pública proposição da Camila, uma audiência pública também a respeito de suicídios, estaremos lá também. Na sexta-feira temos uma reunião na Amrec, do Conselho Consultivo a respeito do novo contrato de gestão entre o Ideas e a Secretaria Estadual de Saúde, do Hospital Santa Catarina, também estaremos lá. Então nesses trinta dias estaremos com foco nessa questão social. Na questão de dependentes químicos, tem que haver um investimento maior do poder público.

Essa questão de investimento maior em relação aos dependentes químicos é uma conversa constante entre o sr e o prefeito Clésio Salvaro?

Então, eu tenho conversado com o prefeito Clésio Salvaro e a deputada Geovânia  de Sá, para ter recurso. Isso tem que partir do Executivo, porque mexe com o orçamento. Mas há uma conversa bem alinhada neste sentido, de poder investir um pouco mais nas comunidades terapêuticas, tenho uma pesquisa e não posso te revelar agora, mas é assustador o crescimento na nossa cidade. É uma questão de necessidade esse investimento.

Eleições 2020 em Criciúma. Como o sr vê o cenário?

Se a eleição fosse hoje sem dúvida nenhuma o prefeito Clésio Salvaro sai disparado na frente. Até porque não tem outro nome hoje. Lógico, a política é muito dinâmica e o panorama hoje amanhã pode mudar. Mas para ano que vem ainda não sabemos quem serão os candidatos que vão concorrer com o Clésio Salvaro.

O seu partido, PSC, já há definição de estar na coligação para a reeleição do prefeito Salvaro?

Há uma conversa de a gente estar com o prefeito Clésio Salvaro, o PSC, enfim, a minha pessoa. Até porque, na eleição passada eu não estive com ele, estava com o até então prefeito Márcio Búrigo. Eu tenho um bom relacionamento com o prefeito Salvaro e também com o Márcio. Não entrei na política para ter inimigos.

Seu projeto político é reeleição?

Sim, reeleição...

Pelo PSC?

Essa Reforma Política que foi feita deixou os partidos menores numa situação meio delicada. Eu tenho que ver bem até março quando há previsão de abertura de uma janela, vou ver a estrutura que temos, para avaliar se vou à reeleição pelo PSC ou por um outro partido. Eu recebi vários convites estou conversação bem firme com o PSD, conversei com o deputado presidente da Assembleis, Júlio Garcia, então tem um bom encaminhamento com o PSD.

O sr ve então uma dificuldade nos partidos pequenos em razão de não ter mais coligação na proporcional. Qual o futuro desses partidos?

Eu acredito que esses partidos menores a tendência é desaparecer. Porque para você manter um partido, e essa é a política do Brasil, hoje aqui em Criciúma precisa de sete mil votos para eleger um vereador, mais ou menos isso. E precisa de uma nominata  de pessoas que possam chegar lá. Não são pessoas que vão para ajudar o candidato x. A dificuldade maior hoje é essa, de os partidos menores terem uma nominata para atingir os sete mil votos que requer em Criciúma.

Esse é o único motivo que faz o sr pensar em sair do PSC?

Se eu tivesse uma nominata dentro do PSC com certeza eu ficaria nesse partido porque eu conheço bem a ideologia, que vem de encontro aquilo que eu penso a respeito da família e de vários assuntos com relação por exemplo a educação, e área social.

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