Ele foi questionado nessa manhã pelo site acerca da proposta da Assembleia de criação de um Fundo para a Saúde através de sobras dos poderes e deixou implícito que não pretende acatar a sugestão. Em Criciúma, o governador falou também do Hospital São Donato e da aprovação da Reforma administrativa
24/05/2019 19:04

Na entrevista que concedeu ao chegar hoje a Acic, o govrnador Carlos Moisés, do PSL, confirmou que há reestruturação na área da Saúde para o repasse de recursos aos hospitais através de produção, o que envolve também o Hospital São Donato, de Içara. A proposta não foi bem assimilada pelos prefeitos da Amrec e pelo diretor do Hospital, Júlio de Luca, que ao final do evento, tiveram reunião com Moisés. Ficou acordado que na próxima semana haverá avaliação da proposta dos prefeitos, de manter o repasse de R$ 150 mil, do contrato que tem validade até dezembro, até que o projeto do governo seja colocado em prática. A expectativa, disse o governador na entrevista, é que esteja concluído até metade do ano.

Chamou atenção também a resposta do Governdor à pregunta feita pelo site sobre a proposta da Assembléia Legislativa de criação de um Fundo para a Saúde, com sobras dos poderes. Moisés foi curto e quase ríspido na resposta : "A saúde de Santa Catarina já tem um Fundo". Não houve tempo para aprofundar explicações sobre o assunto já que outros colegas também realizaram outras perguntas mas ficou implícito que a proposta da Assembleia deve ir para a gaveta.

Confira na íntegra a entrevista

Governador o sr vai receber uma reclamação muito grande em relação ao Hospital São Donato de Içara. Há uma informação que o Estado não repassará mais os R$ 150 mil a partir do dia 1 de junho que era o aporte para mantê-la aberta. Já tem posição a esse respeito?

A informação é equivocada. Na verdade o Estado está revisando esses repasses a partir da produção ou da produtividade de cada hospital. Então, onde o Estado tem convênio, onde repassa recursos para hospitais ele está avaliando o que o hospital faz e a partir da produção ele pode até, você está falando de recursos  da monte de R$ 150 mil, esse valor pode até superar os R$ 150 mil se o hospital produzir aquilo que o Estado entende que naquela especialidade, enfim, naquela vocação de cada unidade ele está produzindo. O objetivo nosso, junto a Secretaria de Saúde do Estado, é rever e aí com o cuidado com o dinheiro público do contribuinte né, saber como ele é entregue, como é utilizado e aí se é utilizado para o principal interesse público do Estado, que é reorganizar a saúde  em Santa Catarina, atendendo então as demandas que são reprimidas em várias áreas, em várias especialidades médicas portanto, tenho falado isso em, em várias lugares que eu vou, que hospital que se convenia com o Estado ele não vai fazer o que ele quer mas sim, o que precisa ser feito. É isso que nós estamos fazendo na secretaria de saúde do Estado. Colocamos uma equipe técnica a frente da secretaria, que está planilhando esse projeto fica pronto pra ser rodado a partir da metade do ano, ou seja, serão inseridos em um sistema todos os procedimentos que o Hospital faz e eles vão ser remunerados por conta daquilo que ele produz.

Governador o sr recebeu uma proposta da Assembleia Legislativa para a criação de um Fundo para a Saúde. O sr ainda não avaliou essa proposta? Como está essa questão?

A saúde de Santa Catarina já tem um fundo.

Há uma divergência com relação aquelas informações que tinha, há eu diria uma suspeita em relação a forma como eram aplicados esses recursos, por isso revisando todos esses números agora?

Não se trata de suspeita, se trata  de bom gerenciamento do dinheiro público. Então, se tenho uma demanda reprimida por determinado tipo de cirurgia, procedimento cardíaco ou de UTI o Estado tem uma visão muito mais ampla do que o Hospital na cidade que ele está instalado. A secretaria de estado ela tem uma visão ampla de todo o Estado de Santa Catarina onde nós temos demandas reprimidas, onde tem falta de leito da UTI, onde sobra maternidades enfim, essa gestão hospitalar vai ser feita em parceria com o governo do Estado. Então, a unidade hospitalar apesar de ela ser independente, muitas vezes privada, municipal etc, ela recebe aporte de recursos públicos, o estado tem que cuidar de onde vai o dinheiro do cidadão, e fazer uma gestão competente, uma gestão técnica, Essa é nossa proposta e vai ser efetivada a partir desse sistema que vai ser colocado à disposição de todo sistema catarinense.

A partir da aprovação da Reforma Administrativa na Assembleia, o sr consegue implantar o seu Plano de Governo com mais facilidade?

Nós na verdade consolidamos o que está sendo rodado há alguns meses. Nosso sistema de colegiado de segurança pública que foi inovador e está sendo referência para o Brasil, com a eliminação do Secretário de Segurança, alavancando para o primeiro  escalão do governo os gestores de fato da segurança pública que é o IGP, a própria Polícia  Civil, Bombeiro Militar e também a Polícia Militar enfim, todos esses gestores que fazem de fato a segurança pública eles agora têm o poder de decidir questão orçamentária, para onde o dinheiro vai enfim, a questão do acesso ao serviço público, a universalização do serviço público de segurança pública, a junção de estatísticas... nós lançamos um sistema de integração já na segurança pública, que diz respeito a mesma utilização de sistema de geração de ocorrências dentro da Polícia Civil quanto da Militar.

Tudo isso faz com que a segurança pública se otimize. Os índices tem melhorado. Infelizmente o índice de encarceramento aumenta em Santa Catarina mas a criminalidade diminui em relação a períodos anteriores. Então acreditamos que o modelo é exitoso e vamos continuar propondo, não só esse da segurança  como todos os outros que a gente está rodando, com a eliminação de estruturas sobrepostas. Nós tínhamos estruturas Secretaria de estado que tratava do turismo e ao mesmo tempo uma estrutura separada do Estado empresas públicas, autarquias enfim, que faziam o mesmo papel. Estamos dando dignidade a outros órgãos também, diretamente ligados ao Governo, ao gabinete, como é a Defesa Civil como é o Detran e esses órgãos ai do Esporte, da Cultura e do Turismo. Entendemos  que proporciona economicidade ao serviço público. A gente entendia que eram estruturas sobrepostas. As SDRs que foram promessas de vários atores no estado de Santa Catarina, a gente entende que elas precisavam ser eliminadas houve então agora através do projeto de Lei a consagração do fim das SDRs que a gente estava extinguindo por decreto.

 

 

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