O término das coligações proporcionais é motivo para partidos analisarem e possibilidade de fusão. Em Criciúma, a conta aproximada nos bastidores para a eleição de vereadores em 2020 é cerca de seis a sete mil votos para a eleição de um. Em 2016, a média ficou em 6,7 mil.
06/05/2019 08:26

O fim de semana foi de convenção festiva pelo consenso alcançado no PSDB de Santa Catarina, que elegeu como presidente o ex-deputado federal Marco Tebaldi e como vice a deputada federal Geovânia de Sá. Os desafios do novo comando no entanto, passam por uma quase ressurreição do PSDB no Estado, e que pode se dar com a fusão entre siglas partidárias, já sugerida pelo governador de São Paulo, João Dória.

Com o fim das coligações proporcionais já surge nos partidos o sentimento de união para a possibilidade de eleição de maiores bancadas já que ainda há necessidade de se “ fazer legenda”. Em Santa Catarina, tanto o PSDB, quanto o DEM, ou o PSD saíram enfraquecidos do pleito eleitoral de 2018, atropelados também pela onda Bolsonaro.

Levando-se em consideração somente os deputados estaduais, o PSD caiu de nove eleitos em 2014 para cinco em 2018, o DEM de um para zero e o PSDB de quatro para dois. O processo de fusão, não é simples, pois apesar do objetivo posto, a acomodação de lideranças não é tarefa fácil.

Outro ponto a ser levado em consideração na proposta de Dória e na missão dos novos comandantes do PSDB, é o curioso fato de sugestão de fusão de três siglas não consideradas pequenas. A tendência seria a fusão de partidos menores, com dificuldades bem maiores de alcançar a eleição proporcional.

Neste cenário, o que há de concreto é a redução natural do número de siglas partidárias.Em Criciúma, a conta aproximada nos bastidores para a eleição de vereadores em 2020 é cerca de seis a sete mil votos para a eleição de um. Em 2016, a média ficou em 6,7 mil.

A coligação proporcional está extinta a partir de 2020 e vai refletir também nas eleições de 2022. Em levantamento feito pela Assembleia Legislativa de Santa Catarina entre os anos de 1986 até 2014, os partidos que se coligaram 63,1% dos deputados estaduais enquanto os que concorreram em carreira solo ficaram com 36,9%.

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