O diretor havia acusado o então senador Paulo Bauer (foto), de ter recebido propina. Bauer emitiu nota sobre o assunto
04/06/2019 20:35

A procuradora Geral da República, Raquel Dodge determinou a rescisão de acordo de delação premiada feito pela Justiça com diretor da empresa Hypermarcas que havia acusado, em delação, o então senador Paulo Bauer, do PSDB,de ter recebido propina. O motivo da rescisão foi descumprimento de acordo pelo delator, que segundo a Procuradora não teria dito a verdade, além de prestar informações falsas, omitindo fato relevante à investigação. A notícia foi publicada no Jornal o Estado de São Paulo, e gerou nota oficial do ex-senador Paulo Bauer.

A decisão da Procuradora é para que as provas sejam mantidas, mas sem benefícios para o delator, que poderá ser processado pelos crimes que confessou. 

Confira na íntegra a nota publicada pelo ex-senador Paulo Bauer:

Em março de 2018 uma “notícia bomba” quase arruinou minha vida pessoal e trouxe graves prejuízos à minha vida política e pública. O assunto mereceu destaque dezenas de vezes em algumas das colunas políticas mais lidas em nosso estado.

A notícia de que os fatos seriam investigados, maculava minha história política e minha idoneidade pessoal. Manchetes anunciavam que eu teria me beneficiado financeiramente em troca de favores prestados a uma empresa paulista como Senador da República. Mencionavam que usei desses recursos também na campanha ao governo do estado em 2014 e não os contabilizei.

Até a presente data nada foi comprovado; nenhum processo foi instaurado; não fui formalmente acusado por qualquer ato relacionado às acusações, pelo Poder Judiciário.

Sofri pessoalmente; gastei com serviços de advocacia; muitas vezes me senti envergonhado perante minha família e meus filhos; sofri prejuízos políticos incalculáveis e vivi a tensão psicológica que me “roubou” muitos dias, semanas, talvez anos, de saúde e felicidade.
Tudo isso aconteceu em razão de uma “delação premiada” feita por um diretor de uma grande empresa paulista que me acusou de fatos e procedimentos que não pratiquei.

Sempre confiei na justiça e sempre tive a convicção de que minha total inocência seria comprovada. Hoje a Procuradoria Geral da República-PGR decidiu REVOGAR o acordo de delação premiada firmado com aquele diretor. A decisão se baseia no fato de o mesmo ter mentido, não ter revelado atos ilegais que praticou e por isso ter usado da omissão para se proteger das penalidades legais às quais estaria sujeito.

A matéria do jornal O Estado de São Paulo, que transmito abaixo confirma essa informação.

Precisarei conviver por muito tempo com esse assunto mas, permito-me registrar que essa decisão da PGR comprova que fui vítima de atitudes de alguém que nada mais é do que um criminoso.

Agradeço aos meus grandes e verdadeiros amigos, à minha família e principalmente àqueles catarinenses que confiaram na minha manifestação de inocência desde o primeiro momento e aos eleitores que me confiaram seu voto nas eleições de 2018.

Agradeço também ao Ministro Onyx Lorenzony e ao Presidente da República Jair Bolsonaro que, a despeito dos fatos me confiaram o comando da Secretaria Especial da Casa Civil para o Senado Federal contando com meu trabalho, lealdade e atuação no Palácio do Planalto.


Fraterno Abraço a todos!
PAULO BAUER

 

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