Em entrevista coletiva nesta tarde sobre o suposto desvio de carnes da merenda das 5 mil crianças atendidas pela instituição, advogado garantiu que não faltou merenda. Auditoria e tomada de contas especial para averiguar o caso
28/10/2019 19:46

A suspensão do contrato de trabalho da Nutricionista da Afasc e do contrato com o fornecedor de alimentos foi confirmada pelo advogado Alexandre Barcelos João, em entrevista coletiva nesta tarde na sede da Associação em Criciúma.

Os atos no entanto não tiveram como motivo a acusação de desvio de carne da merenda escolar, investigação batizada pela Polícia Civil de Criciúma como “Bocas Famintas”. “ A suspensão ocorreu porque contratamos o fornecimento dos alimentos e a entrega deveria acontecer em caminhão frigorífico em todas as 32 creches da Afasc, o que não estava acontecendo”, justificou o advogado.

Da coletiva participaram também a coordenadora de Educação Infantil, Andreza Dagostim e o diretor da Instituição, Adriano Boarolli.

A direção da Afasc ainda não tem certeza do que aconteceu mas fez questão  de enfatizar durante toda a coletiva que não faltou merenda aos alunos das creches. Garantam também que receberam denúncia, levaram o caso à polícia e dali iniciaram as investigações.

 Também informam que não houve alteração na quantidade de carne mensal, média de 2,5 toneladas, com custo médio de R$ 30 mil. “ Contratamos não somente uma auditoria, mas uma tomada de contas especial para analisar todos os itens da merenda e assim podermos constatar o que aconteceu. O que podemos garantir é que a merenda tecnicamente teve sempre todos os nutrientes para as crianças e nada faltou”, explicou Alexandre Barcelos João.

A tese levantada durante a coletiva, ao rsponder aos questionamentos, é que pode ter ocorrido alteração no cardápio, com substituição de carne por outro nutriente, o que poderia ocasionar sobra do produto. O advogado no entanto fez questão de deixar claro que não há qualquer comprovação e há necessidade de aguardar o término das investigações.

Quando houve a operação, a nutricionista recebeu uma suspensão por três dias mas no retorno apresentou atestado médico por 15 dias. O advogado Alexandre Barcelos João adiantou na coletiva que quando terminar o período de tratamento médico, o contrato da profissional será suspenso até que todo o inquérito seja concluído.

 

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