Na entrevista que concedeu ao site , a deputada federal Geovânia de Sá avaliou o mandato de Bolsonaro, disse que é remota a possibilidade de unificação das eleições e discorreu sobre proposta de implantação da "creche do idoso" em Criciúma
Bolsonaro
03/06/2020 21:28

A deputada Geovânia de Sá, presidente estadual do PSDB, não enxrega a menor possibilidade de o presidente Jair Bolsonaro não terminar o mandato. O motivo, informa, é que o governo está com agenda econômica interessante para o país. Mais que isso, ela avalia a necessidade de diálogo entre os poderes e avalia que em breve isso pode de fato acontecer.

Na entrevista que concedeu ao site, ela adiantou também que é remota a possibilidade de unificação das eleições. geovânia de Sá fala ainda sobre a proposta de implantação em Criciúma de uma "creche do idoso". 

Deputada começou nesta semana a discussão no Congresso Nacional sobre a mudança de data para as eleições deste ano. Qual sua posição sobre isso? É a favor que aconteça nesse ano, ou da transferência das eleições com unificação de mandatos?

Estamos conversando com a bancada, com os líderes, porque quem está em Brasília nesse momento de pandemia, são os líderes de bancada. Então converso muito com o deputado Carlos Sampaio, que é o líder da bancada do PSDB na Câmara e ele participa direto dessas reuniões. Ele tem me passado que um grupo de trabalho está sendo montado, entre deputados e senadores, e vai se discutir com embasamento científicos , sanitários, para as eleições no dia 4 de outubro ou não, ou o adiamento.

Não se discute a unificação então?

Chegou-se a discutir a prorrogação, unificação de eleições mas o discurso é: o eleitor foi na urna para votar para quatro anos. Sabemos que o atravessamos um momento de pandemia, que realmente iniciando no dia 15 de agosto é difícil ter eleição no dia 4 de outubro porque o contato com o eleitor fica um pouco prejudicado. O que se está se discutindo é para que seja adiada para o dia 15 de novembro ou 6 de dezembro o primeiro turno.

Qual a tendência?

Eu fico na dúvida, porque existem duas defesas mas acredito que seja 15 de novembro até porque tem o segundo turno e após o segundo turno, há o período de 20 dias para a prestação de contas que coincide com o natal e primeiro do ano. Então esse prazo teria que mudar. Lembrando que os demais prazos, e isso é o que me passaram sobre as discussões que estão sendo realizadas, é que os demais prazos serão mantidos, como desincompatibilização, filiação para ser candidato... todos os prazos se mantém. O que muda esse , e para os prefeitos, que a partir de julho não podem fazer a propaganda institucional, esse prazo será adiado até porque se as eleições forem prorrogadas, para não ter nenhum tipo de prejuízo isso vai ser mudado. Eu sinto que há uma unanimidade dos líderes para que as eleições aconteçam neste ano. Gostaríamos que fosse no dia 4 de outubro, que já está no calendário mas eu sinto dificuldades por esses indicadores de saúde que não possibilitam eleições nesta data.

 Deputada houve uma janela, onde os que pretendem concorrer nas eleições deste ano puderam mudar de partido. A sra considera que com a mudança na data da eleição essa janela possa se abrir novamente?

Acredito que não. Esse prazo de janela já foi. Foi inicio de março até início de abril, já finalizou essa janela não abre mais. Isso é o que tem passado esse grupo que está sendo montado à nossa liderança no Congresso Nacional. Não vejo nenhuma possibilidade de abertura da janela.

Iniciou nesta semana movimentação onde os manifestantes se auto intitulam “antifascistas”. Sua posição sobre esse momento que o país atravessa...

Primeiro acho que precisamos buscar equilíbrio. Precisamos que os chefes dos poderes Executivo, Legislativo e Judiciário sentem, conversem e cheguem a um consenso. Nós atravessamos uma crise que é o vírus mas atravessamos também uma crise política e a população não pode sofrer.

A sra vê uma luz no fim do túnel, de daqui a pouco sentarem e conversarem?

Vejo. Acho que existe esse movimento e nós como parlamentares, que temos essa conversa tanto com o presidente da República quanto no STF e Congresso Nacional, nós que estamos no Congresso Nacional temos esse papel, de colocar, sugerir para apaziguar. A população quer seus governantes eleitos trabalhando em, prol deles.O que a gente percebe é que as manifestações elas são democráticas. O que não pode é partir para uma agressão. Quando parte para isso, para a violência , agressão, daí não faz bem para ninguém.

A sra acredita que daqui a pouco essa movimentação possa impedir que o presidente termine o mandato, de haver um impeachment?

Eu acho que não existe possibilidade, nem forma de o presidente não terminar o mandato. Ele está com uma agenda econômica interessante para o país, eu sou uma que voto com ele quase 100% com o governo porque eu quero o crescimento da economia e daí se fala tanto com o vírus a retomada da economia... O cidadão quer qualidade de vida, alimento na mesa da sua família, a saúde para sua família

Ele agiu bem nessa questão do coronavírus?

Eu posso dizer que os prefeitos tem tido uma atuação até exemplar no país. Os prefeitos, os governadores. O presidente tinha uma forma de pensar diferente em relação ao coronavírus. Ele poderia muito bem lá no tempo que tínhamos o ministro Mandetta e depois o Teich, todos vieram defendendo alguns tipos de isolamento mas eu acho que poderia sim ter tido um isolamento vertical, que era minha defesa, não horizontal, só os grupos de risco e a economia tocar de forma normal.

Então de certa forma a senhora concorda com o que o Bolsonaro pensa...

É porque ele sempre defendeu o isolamento vertical que era sempre a minha defesa. Mas sempre defendi que o cidadãso se protegesse, com máscaras, alcool gel e principalmente os idosos e todos os grupos de risco, que tem que ser resguardados. O que nós não queremos, ninguém quer, é perder vidas.

A sra abraçou um projeto que denomina “creche do idoso”. Do que se trata?

Nós percebemos que há uma inversão na pirâmide com expectativa de vida maior e precisamos pensar em cuidar dos nosso idosos. Eu chamo de creche porque considero carinhoso mas o  termo técnico é Centro Dia e há recursos do Governo Federal para manutenção. Nossa ideia é que seja instalado no prédio do antigo Hospital do Rio Maina, em Criciúma, que foi reformado e atualmente está à disposição para Hospital de Campanha, devido ao coronavírus. O local terá atividades e recreação especializada. O próximo passo é a realização do projeto que será apresentado ao Governo Federal

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