O clima é de articulação intensa e disputa velada e acirrada pelo comando da Casa no próximo ano.
30/10/2018 20:00

Todas as apostas na Assembleia Legislativa de Santa Catarina convergem para a possibilidade de o deputado estadual eleito Júlio Garcia, do PSD, não ser o presidente da Assembleia a partir de fevereiro de 2019, como previam os bastidores desde que ele confirmou sua eleição.

A tese é que nos dois primeiros anos, pode estar o MDB, que elegeu nove deputados. O entrave está somente no excesso de nomes em pauta no partido. Por ora, colocaram-se à disposição Moacir Sopelsa, Valdir Cobalchini, Herneus de Nadal e Ada de Luca.

Há no entanto nos bastidores do Legislativo estadual outra "conta" sendo feita por líderes ligados ao deputado Gelson Merísio, do PSD. A soma dos deputados do MDB e do PSL é 15. Dos 40, sobrariam 25, número suficiente para não somente eleger o novo comando da Casa mas para atuar nas Comissões. Subtraidos deputados do PSD que estariam com Garcia, a conta chega a 23 ou 22...

A tese seria a formação de dois "blocos" de oito deputados  com a participação nas composições também das chamadas "minorias", que têm vagas garantidas nas Comissões. O clima é de articulação intensa e disputa velada e acirrada pelo comando da Casa no próximo ano.

Se de um lado está Gelson Merísio, que pretende fortalecer seu grupo para manter-se no comando estadual do PSD, de outro está Júlio Garcia, exímio articulador político e que em tempos passados protagonizou eleição por unanimidade para a presidência da Assembleia.

Com foto de Eduardo Oliveira/ Agência AL

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