O vereador Júlio Colombo, que é também integrante da CPI do CriciúmaPrev, avalia que o presidente da Comissão foi precipitado ao anunciar que havia constatação de improbidade administrativa antes do relatório final ser apresentado
19/06/2019 19:26

A declaração do presidente da CPI do CriciúmaPrev, Júlio Kaminski, do PSDB de que há improbidade administrativa por parte do prefeito Clésio Salvaro, do PSDB, dividiu a própria comissão.

Enquanto o vereador Júlio Colombo, do PSB, integrante da CPI, avalia que Kaminski foi precipitado e colocou em dúvida a seriedade dos trabalhos, o relator, Ademir Honorato, do MDB, avalia que a declaração foi de cunho pessoal, sobre a impressão que Kaminski teve até agora e em nada interfere nos trabalhos.

Júlio Colombo, do PSB, relatou há pouco ao site que tentou contato com o presidente da CPI, Júlio Kaminski, para buscar informações sobre o que o levou na opinião dele, a precipitar informações sobre os trabalhos antes mesmo do término dos depoimentos. “ É como se um juiz fosse a público dar a sentença de um caso onde ainda há testemunhas para serem ouvidas”, comparou.

Colombo enfatizou que não há qualquer relatório fechado e ainda existem pessoas a serem ouvidas por isso a avaliação de que as declarações de Kaminski foram precipitadas. “ Na condição de presidente, ele deve ser o mais isento possível. Ele deu margem para que se aventasse a possibilidade de uma CPI política e se colocasse em dúvida o trabalho sério e técnico que está sendo realizado”, concluiu.

Júlio Kaminski concedeu entrevista ao jornalista Adelor Lessa na Rádio Som Maior, e argumentou que o ato de improbidade administrativa está configurado. A informação foi publicada hoje no Jornal Tribuna de Notícias.  "Sem dúvida nenhuma, o ato de improbidade administratiav está configurado", afirmou Kaminski.

A CPI do CriciúmaPrev tem prazo até o dia 15 de julho para ser concluída na Câmara de Vereadores de Criciúma. Em pauta,  Ausência de parecer do Conselho quando do parcelamento relativo ao período 2017/2018, em desacordo com o artigo 25, inciso XV, da Lei Complementar nº 053/2017;Inexistência de valores na composição do débito apresentado à Câmara de Vereadores para efeito de parcelamento;Atos do presidente do Criciumaprev acerca de suas obrigações quando do adimplemento das parcelas, cuja garantia está vinculada ao FPM, à luz da Portaria MPS nº 402, correspondente à Lei Municipal nº 7.122 de 2017 e  Falta de pagamento dos valores devidos ao Criciumaprev, com a existência de saldo financeiro em suas respectivas datas junto à Prefeitura Municipal de Criciúma e às instituições financeiras.

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