No texto, ela faz também duras críticas ao PDT
18/02/2020 22:12

 

A deputada Paulinha, do PDT, emitiu nota oficial com criticas ao partido, em razão do ultimato recebido nesta noite para deixar a liderança do Governo de Carlos Moises.

No texto, não confirma se vai ou não deixar o posto mas deixa implícito que não deve sair.

Ela afirma não ter descumpridor regras, cita a eleição de 2018, quando o PDT apoiou a candidatura de Gelson Merisio e diz que vai lutar para perecer no partido, sua única filiação há 28 anos. 

Leia a nota na íntegra 


Nota oficial

Recebo a nota do PDT com ameaças à primeira mulher de Santa Catarina a desempenhar a função de líder do Governo na Assembleia com o coração aberto.

Entendo que se trata de uma briga de egos, exaltados justamente por não haver negociação de cargos, lubrificante que tem facilitado acordos políticos desde muito em nosso Estado.

Percebo, de forma dura e crua, o encontro da velha política com a nova política. Nenhum cargo, favorecimento ou favor pedi para assumir o papel de estimular o diálogo do Governo com o Parlamento e a sociedade. Quando sonhávamos com a nova politica, era nesses moldes.

Meu partido, meu único partido na vida, no qual milito há 28 anos, apegado ao modelo velho, redistribuiu cadeiras na direção partidária para obter a maioria que ora ameaça esta parlamentar. É o retrato da velha política.

Aos amigos que me conhecem, garanto: não descumpri nenhuma norma, diretriz ou orientação partidária, simplesmente porque elas não existiam previamente. Passaram a existir ante a falta de oferendas.

Cabe uma reflexão política, do cenário que nos encontramos. O PDT se diz oposição ao governo Moisés, que hoje defende conosco pautas progressistas. Em 2018, o partido teve candidato a presidente e teria candidato ao governo de Santa Catarina. Eu me dispunha. Mas o partido, este mesmo que agora sente falta dos afagos da velha política, optou por abrir mão de uma candidatura majoritária para apoiar o então deputado Gelson Merisio. O mesmo deputado-candidato que viria a apoiar o candidato à presidência pelo PSL.
Nisso, meus dirigentes não viram problema.

Trago o coração leve, a certeza da retidão de meus atos e mantenho viva a mesma força que me trouxe até aqui, sempre lutando por aquilo que acredito.
Digo todo os dias: entre o certo e o conveniente, fico com o certo.

Lutarei até o fim, não pelo meu lugar no partido, mas contra as práticas do atraso, da intolerância e do oportunismo.
Santa Catarina em primeiro lugar, sempre!

Nos últimos dias de sua vida, Brizola me dizia que os partidos políticos tinham perdido a capacidade de representar o povo brasileiro. Ele tinha razão!

Deputada Paulinha

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