"Repudio todos os governos autoritários", diz Haddad em debate na Record
O candidato do PT respondeu a questionamento sobre a convocação de nova Constituinte, expressada em seu Plano de Governo
01/10/2018 09:58

O penúltimo debate eleitoral entre os candidatos a presidente na TV, que aconteceu ontem na Record, foi uma chuva de ataques a Jair Bolsonaro, do PSL e a fernando Haddad, do PT. Marina Silva e Ciro Gomes iniciaram suas falas repudiando a ausência de Bolsonaro, que saiu do Hospital no sábado e por recomendação médica não compareceu. Tanto Marina, da Rede, quanto Ciro Gomes, do PDT e Geraldo Alckmin, do PSDB, não economizaram críticas aos candidatos apontados nas pesquisas como os que polarizam o pleito eleitoral.

O fato de o programa de Governo de Fernando Haddad, do PT, apontar a formação de "um novo processo constituinte"tem chamado atenção e foi o questionamento de Ciro Gomes para Haddad. Ciro solicitou que o candidato do PT explicasse suas intenções.

A explicação do candidato do PT envolveu o ex-presidente Lula. "A nossa Constituição de 1988 já tem mais de cem emendas. O presidente Lula era candidato e imaginava  uma situação  para criar condições para no futuro uma constituição constituição mais moderna, mais enxuta com principios e valores constituidos", inicia Haddad na resposta.

Ciro Goms foi taxativo: "Não existe poder constituinte no Presidente da República. As constituições nasceram para frear a prepotência dos poderosos, é para por limite aos poderosos que existem as  constituições. Não tem como você estar propondo em seu programa de governo a faculdade de  convocar uma constituição, uma constituinte, muito menos exclusiva", cutucou. Ciro citou também em sua fala, declaração do candidato a vice de Jair Bolsonaro, General Mourão, sobre a convocação de uma constituinte, que foi citado também na fala de Haddad.

Em sua tréplica, Haddad reafirmou seu compromisso com a democracia e disse que "repudia todos os governos autoritários, seja de direita ou de esquerda.

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