Na avaliação do presidente da CPI do CriciúmaPrev, vereador Júlio Kaminski, do PSDB, uma irregularidade foi constatada nos depoimentos desta tarde
04/06/2019 20:30

Na avaliação do presidente da CPI do CriciúmaPrev, vereador Júlio Kaminski, do PSDB, uma irregularidade foi constatada nos depoimentos desta tarde. “Um ponto muito forte foi à demonstração da ilegalidade acerca da redução dos percentuais que havia sido demonstrado anteriormente. Aqueles percentuais suplementares que é para poder diminuir aos poucos o déficit existente no Criciumaprev”, afirmou.

Foram ouvidos a gerente administrativo-financeiro do Criciúmaprev, Terezinha Barabas Córdova e o consultor e ex-atuário, Pablo Bernardo.

Conforme Bernardo, o déficit atuarial do sistema, atualmente, é de R$ 799 milhões. Para o consultor, as incorporações nos planos de carreira dos servidores e a falta de resolução do déficit, que segundo ele “é sempre postergado, de gestão em gestão do Executivo” são os pontos mais críticos para atual situação do Criciúmaprev.

“O sistema previdenciário no Brasil encontra-se em um momento muito preocupante. Assim como Criciúma, tem outros inúmeros municípios que estão com problemas, maiores ou piores que aqui”, completou.

Para o ex-atuário, os parcelamentos das dívidas municipais com o sistema e previdência implicam em grandes prejuízos “Se eu lhe devo R$ 60 mil e lhe ofereço apenas R$ 1 mil por mês, você terá prejuízo? Essa é a situação que se pode ilustrar”, pontuou.

Também em depoimento nesta terça-feira, a gerente administrativo do sistema foi questionada quanto a possíveis irregularidades em aposentadorias homologadas pelo sistema previdenciário.

 “A aposentadoria é protocolada no Município, vem para o Criciumaprev, onde é feito todo o cálculo de aposentadoria dentro de conformidades de lei vigente e depois esses processos de aposentadoria são refeitos pelo Tribunal de Contas”, o que segundo Terezinha, impossibilita qualquer irregularidade.

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