Na entrevista que concedeu ao site chamou atenção também o fato de o senador ter falado em time do deputado Daniel Freitas na camapnha de Júlia Zanatta. A questão é que Daniel Freitas tinha um compromisso com o vereador Júlio Kaminski
13/02/2020 16:34

Na entrevista que concedeu ao site, o senador Jorginho Mello confirmou que a proximidade dele com o presidente Jair Bolsonaro e os planos também para as eleições de 2022 pesaram na decisão pela pré-candidatura de Júlia Zanatta a prefeita de Criciúma pelo PL.

Outro ponto interessante na entrevista do senador foi ele ter citado a "vinda do time do deputado Daniel Freitas" para a campanha de Júlia Zanatta. O deputado havia assumido compromisso com o vereador Júlio Kaminski, que é pré-candidato a prfeito pelo DEM. Há de se prestar atenção em como fica agora a conjuntura.

Ao ser questionado sobre a posição de “alguel” do PL, ao abrigar Bolsonaristas, sendo que muitos deles devem migrar ao Aliança, o senador reagiu. Disse que conversa não somente com o presidente mas com os filhos dele, Flávio e Eduardo e que há um projeto conjunto entre o PL e o Aliança que alcança a possibilidade de ele mesmo concorrer ao Governo do Estado. 

 O seu projeto para 2022, que envolve também o Aliança, partido do presidente Bolsonaro, também pesou nessa decisão do nome de Júlia Zanatta para concorrer a prefeitura de Criciúma pelo PL?

Também. É um composto, é um mix de todas as possibilidades. Você sabe que para fazer um projeto político, tem que ser um agregador. Ninguém faz projeto político sozinho, ainda mais hoje em dia, com esse número de partidos, que graças a Deus agora vai começar a diminuir. Então, o projeto político pesou. Também a candidatura de uma mulher , que tem direito como qualquer um, de ser candidata. E depende do que o povo vai dizer. Não existe prefeitura escriturada para A,B ou C... Não tem propriedade de prefeitura. Ela vai fazer uma bela de uma eleição. O PL vai estar em todo o Sul de Santa Catarina, com a liderança do Márcio Búrigo, com a vinda do time do Daniel Freitas...enfim, vamos fazer uma bela de uma eleição.E tudo pesa visando quem política faz olhando um pouquinho pra frente também.

Dentro dessa questão que o sr citou de projeto agregador, quais os partidos mais prováveia para compor com o PL para as eleições em Criciúma?

Nós vamos agora a Júlia com o Búrigo começar a tratar ... os partidos que tem candidatos temos que respeitar e vamos tratar com muito respeito. Os que não têm, vamos ver o que agrega à candidatura, com algumas restrições que a gente tem.

Essa decisão de indicação da Júlia Zanatta, provocou dissidências no partido. Qual o prejuízo para isso no PL de Criciúma?

Não tinha candidatura posta. Candidatura nenhuma. Não é dissidência. Tem a questão do Nicola. O Nicola é um querido amigo, um menino que sempre esteve ao meu lado e vai continuar mas ele achou que não deveria mais ficar no PL porque está na prefeitura, está trabalhando, por coerência , o prefeito Clésio deu oportunidade a ele... e como quero o bem de todos, eu disse Nicola escolhe. Vê o que é melhor pra ti. O Jefferson ele era um pré-candidato . Se foi antecipado o anúncio de quem seria, ele sabia, de forma muito respeitosa eu disse a ele na presença do Búrigo, do Belolli e todos eles, que nós tínhamos ele e uma outra pré-candidatura que era a da Júlia. O que tivesse mais condições políticas, maior viabilidade seria nosso candidato. Então não tem encrenca nenhuma, eu estou tratando de forma respeitosa.

O sr tem afinidade com o presidente Jair Bolsonaro, que está formando o Aliança e para essas eleições, o PL está abrigando candidatos do PSL do Bolsonaro. O PL não faz neste contexto o papel de partido de aluguel?

Não. Estamos fazendo o papel que a gente sempre fez. Oferecendo uma parceria para quem não tem partido para ficar. No caso do PSL do B, o PSL do Bolsonaro. Eu tratei isso com o presidente da República, Jair Bolsonaro, com o senador Flávio e com o deputado Eduardo, de em todo o estado de Santa Catarina oferecermos o Partido Liberal, que está junto com o Governo Bolsonaro, defendendo o governo para mudar o Brasil, como está sendo mudado. Quando surgir o Aliança, alguns vão para o Aliança e outros vão ficar no PL. Nós vamos caminhar juntos. A intenção, o projeto é visando ao futuro para estar juntos.

O sr é pré-candidato ao Governo de Santa Catarina?

Estou trabalhando muito no crescimento do partido, é um dos que mais cresceu, candidaturas importantes nas cidades importantes de Santa Catarina e lá na frente vamos ver o tamanho, a musculatura de cada partido. Mas, mentiroso é o político que faz política dedicada como eu faço, em dizer que não gostaria um dia ser governador desse estado.

 

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