Durante a coletiva, ele afirmou que no próximo ano as contas do Governo devem estar saneadas. Eleito na onda Bolsonaro, com bandeiras de combate à corrupção e renovação, Carlos Moisés adota a estratégia de passar imagem de que apesar de não estar mais no mesmo barco que o presidente, faz jus ao motivo pelo qual chegou ao Palácio da Agronômica.
19/12/2019 21:11

No balanço de quase um ano de administração realizado hoje para a imprensa em Florianópolis, o Governador Carlos Moisés, do PSL apresentou números como a redução de percentual de comprometimento da Folha de pagamento de 52% para 46,4%. O motivo para tal, informou, é o número de comissionados, que antes passava de mil e atualmente está em 500.

Durante a explanação, o Governador projetou também sanear as contas do Estado no próximo ano. 

 Moisés citou ações como o programa que remunera hospitais filantrópicos pela produtividade, com a classificação em níveis que podem atingir o limite de até R$ 2 milhões. “ Agora há uma classificação. Não há mais repasse do Hospital por causa da cor do diretor”, comparou.

O projeto de recuperação de estradas através de parcerias com os municípios, uso de tecnologia através de aplicativos para abastecimento de carros do Governo e os valores repassados para bolsas de estudos em Ensino Superior, especialmente quando se trata de universidades comunitárias,  foram alguns dos outros destaques apresentados hoje por Moisés.

O governador surpreendeu ao comentar certa dificuldade de digitalizar documentos como a carteira de motorista, enaltecendo as “amarras” que impedem e comentou. “ Existem quatro empresas que vendem papéis para o Brasil inteiro”, informou. Carlos Moisés fez referência também a possíveis “parcerias” de empresários com governos principalmente para campanhas eleitorais e voltou a dizer que em seu governo não há possibilidade de tais práticas.

Eleito na onda Bolsonaro, que em 2018 tinha como uma das bandeiras o combate à corrupção e a renovação, o Governador Moisés adota a estratégia de passar imagem de que apesar de não estar mais no mesmo barco que o presidente, estaria fazendo jus ao motivo pelo qual chegou ao Palácio da Agronômica: fazer um governo diferente não só no sentido de ideias mas de eliminar o que ele mesmo tachou de “velha política”.

Se as ações do governo  de fato vão convencer o eleitorado em 2022, quando o governador deve concorrer à reeleição, somente o tempo vai dizer. 

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