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10/09/2021 20:08

O recado de Moisés

O governador Carlos Moisés da Silva, sem partido, não deixou somente a marca na Serra Catarinense na agenda que cumpriu nesta quinta e sexta-feira, com obras e recursos que talvez a região não tenha presenciado em nenhum dos governos anteriores. Moisés deixou recado claro ao ex-governador Raimundo Colombo, que é de Lages. Durante evento na Associação Empresarial de Lages, Moisés disse “ ser grato ao povo lageano por tê-lo ajudado na eleição de 2018” e informou que pagou dívida de R$ 700 milhões “deixada pelo Governador lageano”. Moisés alcançou 67,23% dos votos no segundo turno no município em 2018 e a julgar pelo movimento que fez nesta semana, pretende repetir o feito em 2022. O ex-governador Raimundo Colombo, que tem o nome colocado no PSD como pré-candidato ao governo em 2022, tem feito críticas a Moisés. No cenário que se desenha para as eleições do próximo ano em Santa Catarina, não há mais dúvidas quanto a disposição de Moisés em disputar a reeleição. Ainda não se sabe por qual partido. O recado de Moisés para Colombo aliás, pode ser também da ala do PSD que não compactua com a ideia de ele concorrer novamente ao Governo em 2022.

 Balneário Rincão

Presidente do Avante em Santa Catarina, Terezinha Ricardo, aterrissou nesta semana no Balneário Rincão com o presidente estadual da Juventude do partido, Vitor Leopoldo. Eles participaram do evento de posse da Juventude do Avante no Balneário Rincão, a primeira cidade do Estado a apresentar a Juventude Municipal. O presidente é Sidney Santos. Também tomaram posse Sabrina Pessoa como Vice presidente; Vitória Martins Zuchinali como Secretária Geral; Jônatas Manoel Da Rocha Porto como Primeiro Tesoureiro; Cleiton Casanato segundo Tesoureiro e Greici Kelli Bagé da Rosa.

 

 

 Bolsonaro e Temer

Depois das manifestações de domingo, a carta do presidente Bolsonaro é o assunto na política nacional que encerra a semana. Bolsonaro chamou o ex-presidente Michel Temer para tratar da crise institucional e das declarações feitas por ele citando o ministro Alexandre de Moraes.  Após a reunião, Bolsonaro publicou uma carta à Nação, onde ameniza o tom. Disse que algumas declarações foram dadas no calor do momento e que quem está no poder não pode esticar a corda. A carta não tirou a característica nem as crenças de Bolsonaro. Apenas fez o que um líder necessitava no momento, ou seja,  evitar aprofundar a crise entre poderes e principalmente, evitar  caos na economia com o bloqueio de caminhoneiros.  O movimento,  desorganizado, sem unanimidade no tom, alcançou resistências em todo o país. Passamos por um momento difícil na economia, com o preço do alimento apertando no bolso do brasileiro Não haveria como o presidente compactuar com um movimento que deixaria pior a situação. Bolsonaro deu um passo atrás, acertadamente. O que se espera agora é que haja uma correção no rumo, com a discussão de pautas que promovam o crescimento do país. Com ou sem Michel Temer.

O PSDB e a terceira via

Enquanto o presidente Bolsonaro busca corrigir o rumo político, a terceira via é o sonho de partidos como o PSDB, com prévias marcadas para outubro para definir o pré-candidato à presidência da República. Nesta semana,  o PSDB de Santa Catarina emitiu nota oficial sobre o assunto. O partido em Santa Catarina participa ativamente da movimentação nacional, e entre as figuras no processo, o prefeito de Criciúma, Clésio Salvaro. As inscrições para as prévias do PSDB acontecem no dia 20 de setembro. Os governadores João Doria, de São Paulo, Eduardo Leite , do Rio Grande do Sul, o senador Tasso Jereissati e o ex-senador Arthur Vírgilio são os nomes para  as prévias do PSDB.

Bastidores

O PSDB participa tão ativamente da questão nacional envolvendo as prévias para presidente que alguns integrantes do partido declararam apoio ao prefeito de São Paulo, João Dória e outros, se deslocaram a Porto Alegre para manifestar apoio também ao Governador do Rio Grande do Sul, Eduardo Leite. As prévias também racham o ninho tucano no Estado.

Construção

A propósito da terceira via para a presidência, também está em construção o nome do presidente do senado, Rodrigo Pacheco, que é do DEM. No episódio envolvendo o discurso do presidente Bolsonaro no domingo, Pacheco também se pronunciou. Disse que o país vive um momento de crise e que há necessidade de os poderes sentarem a mesa, se organizarem e se respeitarem. Rodrigo Pacheco é do DEM, estava com um pé no PSD mas agora, com a anunciada fusão do DEM e do PSL, não se sabe ainda se fica no novo partido ou se migra ao PSD.

Impecahment não

 A presidente estadual do PSDB. Em Santa Catarina, deputada federal Geovânia de Sá, avalia que não é momento para impeachment do presidente Bolsonaro. “ Impeachment não é hora agora. Só atrapalha . O foco tem que estar na pandemia, na retomada da economia, em questões sociais.. O povo quer tranquilidade qualidade de vida. Impeachment só atrasa o desenvolvimento de um pais . Temos eleições daqui a um ano”, especificou.

Oposição

O PSDB em reunião nesta semana adiou a discussão sobre o pedido de impeachment do presidente Jair Bolsonaro, mas declaro-se oposição ao Governo. A deputada Geovânia também falou sobre esse ponto. Disse que as pautas positivas para o Brasil serão votadas com favoravelmente. “ O que for bom com certeza pode contar comigo”, resumiu a deputada.

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