A impressão que fica quando nos deparamos com novos líderes políticos como a deputada eleita Ana Caroline Campagnolo, do PSL, chamando jornalistas de "canalhas" é que de fato perderam o noção do mínimo respeito a uma classe inteira. Como em todas as profissões, existem bons e maus profissionais e não é direito de ninguém generalizar. Mais que isso, um agente público, em especial os eleitos pelo voto direto, deveria ter por princípio prestar contas de seus atos não por canais oficiais, onde não precisam responder a quationamentos.
27/11/2018 08:27

A impressão que fica quando nos deparamos com novos líderes políticos como a deputada eleita Ana Caroline Campagnolo, do PSL, chamando jornalistas de "canalhas" e afirmando que não concede entrevistas, é que de fato perderam o noção do mínimo respeito a uma classe inteira.

Como em todas as profissões, existem bons e maus profissionais e não é direito de ninguém generalizar. Mais que isso, um agente público, em especial os eleitos pelo voto direto, deveria ter por princípio prestar contas de seus atos não por canais oficiais, onde não precisam responder a quationamentos.

Em Santa Catarina, tanto a deputada eleita quanto o próprio governador eleito, Carlos Moisés, que se fechou e também é alheio a entrevistas, julgam-se " Bolsonaros" . Esquecem que o presidente eleito tem quase trinta anos de experiência política e conquistou a população através das redes sociais em razão do pouco tempo que tinha na TV, e de sua popularidade alcançada pela divulgação de ideias compatíveis com anseios da população no momento eleitoral.

Tanto Moisés como Caroline Campagnolo foram arrastados por uma onda e tentam continuar surfando nela, copiando ações de Bolsonaro como a divulgação de seus atos via redes sociais. Eles esquecem que não fosse a tal onda, dificilmente teriam alcançado o mandato que assumem a partir do próximo ano.

Com isso, terão que prestar contas e aprender a lidar com críticas, afinal, pelo que consta, não estamos em regime ditatorial.

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