O deputado federal Eduardo Bolsonaro, filho do presidente Jair Bolsonaro, ao analisar a divisão do partido tanto em âmbito estadual quanto federal, avaliou que o Governador Carlos Moisés acaba seguindo a cartilha de esquerda
08/11/2019 17:56

O deputado federal Eduardo Bolsonaro, filho do presidente Jair Bolsonaro, participa daqui a pouco em Criciúma de evento que deve reunir não somente integrantes do PSL mas de outras siglas. Na entrevista que concedeu ao site nesta tarde, ele antecipou que a avaliação no Congresso, das propostas que tratam da prisão em Segunda Instância são urgentes e deve haver “pressão” para que aconteçam. Mais que isso, ao analisar a divisão do partido tanto em âmbito estadual quanto federal, o deputado avaliou que o Govenador Carlos Moisés, de Santa Catarina, acaba seguindo a cartilha de esquerda. “Ele está se juntando ao PT e ao PSOL”, afirmou.

O STF definiu essa questão da prisão em Segunda Instância. O sr considera que realmente o Congresso consegue aprovar a Proposta de Emenda Constitucional que trata do assunto?

O meu sentimento é o mesmo das pessoas que trabalham né? Ficamos tristes com essa decisão, tínhamos esperança que o STF tivesse de uma maneira diferente de se comportar, foi uma votação de seis a cinco  e o que fica aparecendo para a população é que foi uma decisão especialmente para o Lula, não a toa ontem o pessoal da militância de esquerda, principalmente do PT, estava comemorando. Para eles, é algo secundário você correr o risco de libertar 160 mil presos. É obvio que isso vai aumentar os números de casos de violência mas para eles parece que vale a pena só para soltar o Lula. Essa é a impressão que fica para a população. Enquanto deputado, o que temos que fazer? É colocar adiante a alteração na Constituição para fixar a prisão em Segunda Instância, para que não haja qualquer sombra de dúvida, ou margens de interpretação para que isso aconteça.

O dia hoje é de grande movimentação para que as propostas no Congresso que tratam da prisão em Segunda Instância sejam avaliadas. Mas será que consegue reverter essa situação antes que comecem as decisões para soltura de todos esses presos?

É uma medida urgente. Temos que correr com isso e colocar o máximo de pressão possível, canalizar energias para isso seja revertido, ou pelo menos tentar evitar que todos saiam ou que pelo menos no futuro nós não presenciemos a polícia prendendo bandido, com a ficha criminal que dá a volta no quarteirão, para que eles pelo menos fique mais tempo preso. Esses que tem uma ficha que dá a volta no quarteirão, muitas vezes acabam  não cometendo crime somente quando estão presos. Temos que acabar com essa balela que prisão não adianta que é universidade do crime. Porque é um tapa na cara do cidadão honesto e que trabalha.

Teve essa divisão no PSL, nacional e em Santa Catarina. O sr traz alguma orientação aos “bolsonaristas” de Santa Catarina sobre qual caminho será seguido no Estado?

Eu sempre considerei o partido secundário. Eu acho que na política, até o brasileiro tem essa sensação, ele vota nas pessoas. O futuro não sei o que vai acontecer. Se vai sair, se vai ficar no partido... eu vou esperar uma decisão do presidente Jair Bolsonaro. Agora com relação a rachas, algumas máscaras vão  caindo no meio da trajetória isso era até previsível de ocorrer mas é natural. Quem vai fazer o julgamento é a população.

O sr considera que a máscara do Governador de Santa Catarina caiu com esse afastamento dele do presidente Jair Bolsonaro?

As declarações do Governador em que pese não serem nominais, a gente sabe os recados que ele está mandando né? Recentemente as questões do AI5, ele fazendo uma crítica. E acaba que ele acaba seguindo a cartilha da esquerda. Ele está se juntando ao PT, ao Psol. O que temos que ter em mente é o seguinte: não são os bolsonaristas, os bolsominions que são radicais não. Agora  é ser muito ingênuo você esperar que durante a campanha você vai ter uma conduta e que depois de eleito você vai mudar a sua conduta e a sua base eleitoral não vai te dar porrada. Pode ver, quem são os maiores prejudicados dando porrada em mim? É a Joice, são os outros que estão lá. Eu não fiz nada. Ela perdeu uns 300 mil seguidores na rede social. Eu continuo sendo a mesma pessoa. Agora durante a campanha você estar fazendo arminha, dizer que está com o presidente , e depois da eleição o presidente fala para você fazer uma coisa e você faz uma coisa diversa? Eles é que tem que se explicar, não sou eu não.    

O sr considera hoje qual a probabilidade de o presidente deixar o PSL?

Ele mesmo já disse... uns 80%

E isso seria para agora?

Ele tem autonomia para deixar o partido quando bem entender. Nós deputados federais, tem a cláusula de fidelidade partidária, temos ou que entrar num acordo ou se for criado outro partido a gente migrar. Estamos vendo essas questões e avaliando como vai ficar.

Eleições 2020. Aqui em Santa Catarina já se comenta que podemos ter candidatos do PSL e do presidente Bolsonaro. Isso pode acontecer?

Pode. Se o presidente estiver em outro partido... Mas eu não teria constrangimento nenhum em apoiar uma pessoa, uma boa pessoa, que não esteja no PSL. É o que o nosso eleitorado vai fazer. Essas pessoas estão querendo dominar o PSL a qualquer custo, mandando expulsão, conselho de ética etc... estão achando que se ficarem no PSL vão ter o apoio do presidente? Óbvio que não.

Especificamente em Criciúma temos a advogada Júlia Zanatta, que é pré-candidata, em conversas também com o PL. A Júlia é pré-candidata a prefeita?

Só depende dela. Já falei pra ela que se for candidata a vereadora ou a prefeitura terá meu apoio porque é uma pessoa que eu conheço. A gente fica muito mais confortável de apoiar quando tem essa proximidade. É alguém que sei que quando for eleita, se for eleita, terá uma conduta que dificilmente será parecida por exemplo com uma Joice da vida.

 

 

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