A ousadia de arriscar e principalmente a preocupação com o próximo, essa característica humanitária tão presente em José Hülse e tão rara em tempos modernos, é a grande lição que ele nos deixa.
09/08/2019 09:18

Quando em 1997, recém-formada em jornalismo iniciei como repórter do Jornal da Manhã, José Augusto Hülse era o vice-governador do Estado. Lembro da disposição que ele tinha para atender a imprensa e de tardes plantão, sábado,  que vez por outra o entrevistei em sua casa no Balneário Rincão. Homem de muitas palavras, me obrigada a resumir a fala de duas páginas para o espaço restrito a uma no impresso.

Era uma missão difícil, devo confessar, porque não eram palavras vãs as que ele pronunciava. Ao contrário, eram ricas de significados e idéias. Prova disso foi o governo que ele fez como prefeito de Criciúma, do qual eu, aquela época de Jornal da Manhã, com experiência reduzida como jornalista e política, muito ouvia falar.

O ponto principal era o social, num governo que prestava atenção aos cidadãos e chegou a antecipar um projeto que mais tarde seria o Saúde da Família. Mais que isso, encomendou um novo código tributário municipal, onde a prioridade era que se fizesse diferenciação dos que ganhavam até um salário mínimo, para que fossem isentos.

De fala mansa e ar conservador, José Augusto Hülse sabia ouvir,e colocar em prática idéias avançadas para a época. A ousadia de arriscar e principalmente a preocupação com o próximo, essa característica humanitária tão presente em José Hülse e tão rara em tempos modernos, é a grande lição que ele nos deixa.

Enviando Comentário Fechar :/