Apesar de incisivo nas declarações, durante a coletiva nesta tarde, o presidente da Assembleia disse não acreditar que haja “política” na operação mas que seu nome foi envolvido “lateralmente” e que sua inocência será comprovada.
15/10/2019 19:20

Se no dia 30 de maio, quando foi deflagrada a Operação Alcatraz, o deputado Júlio Garcia, do PSD, presidente da Assembleia, recolheu-se e só alguns dias depois, abatido, pronunciou-se, a reação após ser citado entre os 21 indiciados pela Polícia Federal foi totalmente diferente.

Nesta tarde, após emitir nota oficial, o deputado concedeu coletiva à imprensa na Assembleia Legislativa, demonstrando indignação. O deputado tachou de “espetáculo” o que aconteceu no dia 30 de maio, disse que no decorrer da investigação teve a oportunidade de se defender e provar não ser verdade a suposição de ser ele o “ mentor” ou “chefe” de uma organização que desviava recursos da Secretaria de Administração do Estado.

Classificou como ilações as acusações que ainda pesam, como a de que ele seria sócio oculto de uma empresa, disse não haver qualquer prova sobre o assunto e afirmou ter conhecimento da licitação apontada como “fraudada”, somente após a Operação Alcatraz ter sido deflagrada.

Apesar de incisivo nas declarações, Júlio Garcia disse não acreditar que haja “política” na operação mas que seu nome foi envolvido “lateralmente” pela relação que possui e que sua inocência será comprovada.

Falou ainda que acredita nas instituições e na justiça. Na coletiva, Júlio Garcia lembrou ainda que tem 35 anos de vida pública, passou pela Casan., Badesc, Besc, Tribunal de Contas e duas vezes pela presidência da Assembleia e em todos esse tempo nunca teve licitação contestada ou processo.

A julgar pelas palavras e pelo comportamento, Júlio Garcia tomou fôlego e se necessário vai ao enfrentamento para manter a imagem que conquistou desde o início de sua carreira na política.

(Com foto de Fábio Queiroz/Agência AL)

Confira os vídeos da coletiva:

 

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