Apontado como fiel da balança na votação do relatório da CI do CriciúmaPrev, o voto do vereador Edson Paiol, do PP, tem significado mais amplo no cenário político.
01/08/2019 09:27

Apontado como fiel da balança na votação do relatório da CI do CriciúmaPrev, o voto do vereador Edson Paiol, do PP, tem significado mais amplo no cenário político.

Ocorre que há no partido do vereador certa divisão entre os que acreditam ser melhor para o PP, fazer parte da aliança para a reeleição de Clésio Salvaro e os que avaliam ser mais saudável ao PP lançar candidato próprio.

Em Criciúma, a sigla viveu sua melhor fase recente, após anos no “limbo”, quando Márcio Búrigo, foi eleito vice de Clésio Salvaro e depois tornou-se prefeito. Com a derrota acachapante de Márcio Búrigo para o próprio Salvaro em 2016 e a redução de três para duas cadeiras na Câmara de Criciúma, o PP iniciou a fase minguante.

A sigla voltou a respirar por ocasião da eleição de Miri Dagostin para a presidência da Câmara e depois a posse de Edson Paiol como vereador, vaga que havia sido ocupada pelo MDB, com a renúncia de Daniel Freitas.

Ocorre que entre os dois detentores de mandato pelo PP, Miri Dagostin não esconde sua sintonia com o prefeito Clésio Salvaro enquanto Paiol ainda é colocado entre os que defendem a candidatura própria para a prefeitura de Criciúma, nas eleições de 2020, sinalizando isso também nas votações na Câmara, em sua maioria contrárias ao Paço.

Caso ele vote com Clésio Salvaro na questão da CPI, estará o próprio PP sinalizando aumento no percentual de chance de estar com a reeleição do atual prefeito nas eleições do próximo ano. 

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