O processo iniciou com denúncia de falsificação de históricos e certificados escolares que seriam vendidos por R$ 800,00
17/06/2019 09:10

As Polícias Civil de Lauro Müller e Orleans e o IGP, integrados com o Ministério Público Estadual, deflagraram nesta manhã a operação Fictum Libellum, que em latim significa documento falso. Foram realizadas buscas que visam a apurar possíveis crimes de  corrupção ativa, corrupção passiva e inserção de dados falsos em sistema informatizado da administração pública.

  Foi instaurado na Delegacia de Polícia de Lauro Müller inquérito policial, cujas investigações foram iniciadas pela Delegada Juliana Freitas Zapelini, para apurar o fato de que uma  funcionária pública estadual da secretária da educação, estaria produzindo e vendendo históricos e certificados escolares de Escola Estadual, falsificados, por R$ 800,00 e também produzindo trabalhos escolares para alunos por R$ 50,00.

 No decorrer dos trabalhos foram ouvidas testemunhas que indicaram a possível prática dos crimes de falsificação dos documentos, citando uma das testemunhas que um indicado nunca estudou na escola Engenheiro Ernani Cotrin, em que pese ter sido produzido um histórico escolar em seu nome como se aluno da escola fosse. Foi indicado também que um ex aluno da escola, estaria oferecendo certificados escolares para venda, fato também corroborado por outra testemunha.

 Em diligências investigativas, descobriu-se o endereço de alguns possíveis envolvidos sendo requeridas buscas e apreensões para a colheita de mais elementos de prova que, bem como a decretação de busca e apreensão na Escola Básica Engenheiro Ernani Cotrin, situada no Distrito de Guatá, onde a funcionária teria acessado os sistemas do estado para inserir  dados falsos.

 Após manifestação do Ministério Público favorável, o Judiciário de Lauro Muller decretou as buscas, que estão sendo cumpridas nesta manhã.

 

 

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