A Operação Alcatraz, desencadeada na última quinta-feira, foi o assunto dominante nos bastidores políticos no fim de semana, principalmente em razão do vazamento de alguns documentos sobre o fato ocorrido semana passada.
03/06/2019 09:26

A Operação Alcatraz, desencadeada na última quinta-feira, foi o assunto dominante nos bastidores políticos no fim de semana, principalmente em razão do vazamento de alguns documentos sobre o fato ocorrido semana passada. A Investigação iniciou a partir de Representação Fiscal para fins penais que constataram que a empresa MABB, a partir de 2012 quando passou ser contratada pela empresa Montesinos, passou a apresentar movimentação financeira acima da receita bruta total declarada.

Diante do fato, o sócio da empresa, João Buatim, foi chamado a prestar declarações e confessou esquema de notas fiscais frias do qual participava.  Buatim delatou o ex-secretário adjunto de administração, Nelson Nappi Júnior, como a pessoa que recebia os valores a serem entregues aos principais agentes públicos, que seriam beneficiários.

Baseado no que escutava nas empresas dos grupos citados, o empresário citou que os recursos devolvidos eram destinados a Antônio Gavazzoni, ex-secretário da Fazenda do Estado, Gelson Merísio, ex-presidente da Assembleia Legislativa e que concorreu ao governo do Estado em 2018, e Júlio Garcia, atual presidente da Assembleia Legislativa. 

Buatim disse ainda que Nelson Nappi Júnior teria iniciado o esquema em 1996, com fornecimento de notas fiscais sem prestação de serviços, nas campanhas eleitorais. Nessa época, ele somente intermediava o fornecimento das notas fiscais. Diante do depoimento, foi montado um Inquérito Policial, que desencadeou as investigações e que culminou com a Operação na Semana passada.

O nome que acabou em evidência foi o presidente da Assembleia, Júlio Garcia, do PSD, uma das principais lideranças da atualidade, o que sacudiu a política no Estado. Os outros citados pelo empresário no depoimento, pelo menos por ora, não foram implicados no processo.Garcia, manifestou-se através de nota na última semana, logo após a Operação, informando desconhecer inteiramente as razões pelas quais teve seu nome envolvido nas investigações. Nesta semana, ele deve retomar sua agenda de trabalho.

O ex-deputado Gelson Merísio, ao ser questionado pela coluna, disse que a “citação lá no início foi de alguém que eu não conheço e na base do ouvi dizer, absolutamente sem nexo”. Disse ainda que “em dois anos de investigação com mais de mil páginas de processos, não há uma linha que cite o meu nome”.

O ex-secretário da Fazenda, Antônio Gavazzoni, também foi contactadopelo site e pela coluna do Jornal TN, mas ainda não se manifestou.

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