A bancada de deputados do Sul defendeu que o Governo Federal leve em consideração as condições socioeconômicas da região para definir o número de postos de cobrança
02/10/2019 23:19

A quantidade de praças de pedágio que estão previstas para serem instaladas no trecho Sul da BR-101, no processo de concessão para a iniciativa privada tem deixado os deputados estaduais atentos. Uma reunião realizada ontem, na presidência da Assembleia Legislativa, em Florianópolis, foi realizada para discutir o assunto com técnicos da Agência Nacional de Transportes Terrestres – ANTT. A bancada defendeu que o Governo Federal leve em consideração as condições socioeconômicas da região para definir o número de postos de cobrança.

O grupo entende que a região Sul não pode arcar com os custos mais elevados desta concessão, por ser menos desenvolvida que a Norte. No projeto original, as praças devem ser instaladas em São João do Sul, Maracajá, Tubarão e outro entre Laguna e Imbituba. De acordo com os representantes da ANTT, o valor do teto estimado do pedágio nas quatro praças será de R$4,22 cada, mas que poderá ser reduzido com o deságio oferecido na licitação.

A concessão será de 30 anos, e somente após um ano da escolha da concessionária é que o pedágio passa a ser cobrado. O pedido dos deputados é de que os usuários não sejam sobrecarregados. Em uma viagem de ida e volta, entre Criciúma e Florianópolis, por exemplo, o motorista vai desembolsar mais de R$ 25 somente de pedágio. Em contrapartida, os técnicos alegaram que a melhoria das condições da rodovia com as manutenções resultarão em impactos positivos na economia, com mais arrecadação de impostos aos municípios que são cortados pela BR e a chegada de novas empresas.

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