Somente o fato de Bolsonaro ter sido o primeiro do Hemisfério Sul, da América Latina e fora do G7 a abrir tão significativo evento já constitui ponto positivo para o Brasil.
23/01/2019 08:27

Sob análise da maioria dos "especialistas e veteranos de Davos", o presidente da república, Jair Bolsonaro teria perdido a oportunidade de melhor se expressar em seu discurso ontem na Abertura do Fórum Econômico Mundial na Suíça.

Todas as atenções se voltaram ao novo mandatário do Brasil, principalmente por sua proposta diferenciada e o modo como venceu as eleições, citado por ele mesmo no discurso: com recursos abaixo da média e exposição quase zero na mídia.

Ocorre que somente o fato de Bolsonaro ter sido o primeiro do Hemisfério Sul, da América Latina e fora do G7 a abrir tão significativo evento já constitui ponto positivo para o Brasil. Muito mais que qualquer título de "Doutor Honoris Causa" recentemente tão badalados no país e que terminaram na penitenciária.

O discurso de Bolsonaro foi na realidade cauteloso, e assim o foi principalmente por ter conhecimento de estar no alvo das atenções, em especial em seu próprio país, onde chegou democraticamente ao poder, mas parece enfrentar ainda um "terceiro turno".

Em sua fala, Bolsonaro mostrou-se mais comedido, sem aprofundar detalhes por exemplo sobre as  Reformas, que são assuntos delicados e não poderiam ser expostos em detalhes em um discurso. É preciso discutir e unificar primeiro "dentro de casa".

O presidente focou em especial na busca de investidores estrangeiros, apontou a área econômica e fez  promessa que deve ser anotada: colocar até o fim de seu mandato, o Brasil no ranking dos 50 melhores para fazer negócios. A fórmula: reduzir carga e simplificar normas. Se vai dar certo, ainda não de pode prever.

O que se percebe neste momento inicial do governo é que ainda há muitos na torcida contrária quando deveriam estar no mesmo time, em prol do crescimento do país concedendo pelo menos o tempo necessário para que o novo presidente possa mostrar seu trabalho. Em suma, Bolsonaro não prometeu o que não poderia cumprir, discursou sem " lero lero enganoso" e com tempo reduzido.

Foi suscinto, e passou seu recado. Pelo menos até agora, não mudou em nada o que demonstrou durante a campanha. É o mesmo Bolsonaro que recebeu 57.797.847 votos.

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