Dos três deputados federais do Sul, somente Geovânia de Sá, do PSDB, ainda não definiu como vai votar o projeto de Reforma da Previdência. Na entrevista que concedeu ao site em seu gabinete em Brasília, ela explica os motivos
05/07/2019 09:18

A deputada federal Geovânia de Sá, do PSDB de Criciúma, ainda não tem definição sobre o voto na Reforma da Previdência. Na entrevista que concedeu na última terça-feira, por ocasião da visita que a coluna fez a seu gabinete em Brasília, ela expôs ainda antes da aprovação do texto pela comissão Especial, os motivos sob análise.

Ontem, a proposta lida pelo deputado Samuel Moreira, do PSDB, foi aprovada na Comissão por 36 votos a 13. A deputada catarinense deve a partir de agora, após a leitura do relatório, definir o voto.

O texto no entanto, ainda pode ser modificado nos destaques de bancada, que serão votados na Comissão. A Reforma é o assunto mais discutido na Capital federal e envolve também diretamente os deputados do Sul que já definiram o voto como Daniel Freitas, do PSL, a favor e Ricardo Guidi, do PSD, também a favor. Guidi aliás, sugeriu que não haja recesso parlamentar antes da votação da matéria em plenário.

Reforma da Previdência. Seu voto está definido?

Não. Estamos esperando o relatório finalizado do relator, para ler ele novamente todo o relatório e toda a complementação do voto, para então tomar a decisão da votação.

Do que especificamente depende a sua decisão?

Tem questões que já foram discutidas inclusive na bancada do PSDB, como o cálculo em cima dos 80% dos maiores salários, como é hoje, retirando os 20% dos menores salários isso porque aquele que começa a trabalhar muito cedo, tem um salário menor para poder pagar a faculdade, ajudar na família, o pai e a mãe não conseguem ajudar no pagamento da faculdade então começa com um salário menor, aos 16, 17 anos. Então esses menores salários eram excluídos do cálculo do benefício e agora o governo, nessa PEC 6 ele disse que não, que são 100% o cálculo, o que vai baixar um pouco o cálculo do benefício e ainda no final o valor do benefício não é o total e sim apenas 60% do benefício. Para que o cidadão consiga a chegar realmente ao 100%, vai lá para 40 anos de contribuição e nós sabemos que hoje no Brasil, com falta de emprego, com a forma como está hoje, é difícil conseguir 40 anos para alcançar a integralidade.

O principal argumento do governo para a aprovação da Reforma é que ela beneficia quem é menos favorecido. A sra concorda?

Há duas tratativas. Para o trabalhador da iniciativa privada tem uma tratativa e para o servidor público e nada contra acho que eles buscaram esse direito mas aqueles que acessaram até 2003, vão estar garantidos a integralidade e a paridade. Já o trabalhador civil não. Desde 94 para cá todos entram nas regras da Reforma e o servidor público está protegido. Então a gente busca o equilíbrio com todos os trabalhadores do país, independente de ser público ou da iniciativa provada.

Isso é um questão de justiça?

O que nós queremos com essa reforma é promover justiça social então o que esperamos é que no relatório alguma dessas situações tenha sido modificada. A partir daí vou ler e analisar. Tenho compromisso com meu eleitor e responsabilidade ao votar um tema tão importante quanto esse. Depois de ler teremos posição a favor ou contra.

 

 

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