Sempre com um olho no gato e outro no peixe, Salvaro só deixa uma certeza: seu futuro político está planejado e os sinais são as conversas com partidos visando a aglutinar para as eleições de 2020. A examinar o cenário.
22/12/2018 09:38

O prefeito de Criciúma, Clésio Salvaro, do PSDB, que tem demonstrado e até insinuado sua intenção de candidatura à reeleição em 2020, puxou o freio de arrumação. Na entrevista que concedeu à coluna, ele declarou estar analisando o quadro e afirmou qu se concorrer à reeleição em Criciúma, será menos candidato à majoritária em 2022. Sempre com um olho no gato e outro no peixe, Salvaro só deixa uma certeza: seu futuro político está planejado e os sinais são as conversas com partidos visando a aglutinar para as eleições de 2020. A examinar o cenário, dependendo também dos candidatos postos e do desempenho do PSL até lá, ele pode ou não colocar o nome na jogada.

 Duas obras de seus dois primeiros anos de governo quer o sr destacaria...

As mais importates sem dúvida pela ordem: a reinauguração do Hospital Santa Catarina. O fato de o Hospital ser de fato da mulher e da criança, funcionando em caráter não municipal, mas regional e estadual, é a maior obra do meu governo em parceria com o Governo do Estado. Não fosse a vontade política do Governo do Estado isso não aconteceria. Também não fosse a vontade política do nosso governo, não aconteceria. Então, essa é a obra mais importante. E a reconstrução do Paço Municipal. Impossível uma cidade com a importância de Criciúma não ter um ambiente de trabalho, adequado para atender à população.O paço Municipal é uma referência histórica para nossa cidade.

 Nos últimos meses percebemos movimentação do sr, para algumas mudanças no governo. O PR com o Nicola Martins, o sr conversa com o DEM e o PP, segundo o futuro presidente da Câmara, Miri Dagostin relatou. Porque essa é a hora de mudança?

Não, é hora de trocar. Todos os governantes eles fazem, por conta da reeleição, nos dois primeiros anos um governo muito mais voltado para a gestão. Os dois últimos anos... a segunda parte do governo, já tem um caráter mais político. Não que a gestão deixe de ser prioridade. Ela é prioridade mas associada ao caráter político e a necessidade de renovação. O governo precisa ir se reciclando. Não posso estar com o governo, com todas as pessoas que colaboraram comigo no governo. Há necssidade de buscar gente nova,  cabeças novas.

 No seu governo o sr tem o secretário Arleu da Silveira, o vereador mais votado em 2016 e que é seu braço direito e esquerdo. Ele volta para a Câmara?

O Arleu foi uma pessoa que colaborou muito no meu primeiro governo, inclusive não foi para a eleição em 2012, numa combinação que tivemos eu, ele e o Márcio Búrigo na época, porque eu e o Márcio disputamos a reeleição e ele ficou como Secretário Geral praticamente nesse período eleitoral quase que tocando o governo. Ele é uma pessoa muito importante. Em 2016 foi para a eleição e continua Secretário geral até o momento que ele desejar. O cargo de vereador é dele mas por mim ele continua com secretário geral. deve continuar.

 A sua base na Câmara apresenta ruídos. O sr tem certa dificuldade com vereadores de seu próprio partido. Como o sr lida com isso lá?

Não, eu acho que não. Se eu fizer um comparativo com os vereadores da Legislatura que eu fui prefeito de 2009 até 2012, vejo está muito mais comprometida com a cidade. Independente de ser ou não governo os projetos são muito mais aprimorados. Salvo algumas exceções, não há radicalização, não há oposição sistemática ao governo. Esses vereadores estão muito mais comprometidos. Essa Legislatura é a que qualquer prefeito gostaria de ter.

 O Júlio Kaminski é um inimigo na trincheira?

O Júlio Kaminski fez uma consulta para ver se ele poderia sair do partido e apontou vários motivos. O Tribunal disse olha os motivos são insuficientes e se você sair você perde o mandato. Nós poderíamos ter pego da consulta e ter movido uma ação. Mas nós entendemos o seguinte: se quer sair que saia. Por isso foi aprovado na Executiva do partido e já comunicamos ao diretório estadual que ele quiser sair não tem problema, pode sair e ficar com o mandato. O que o partido tem que ficar atento é na escolha daqueles que vão disputar a eleição em 2020, a vaga de vereador, que sejam pessoas muito mais comprometidas com o projeto do Executivo.

 

Então o Júlio Kaminski estaria fora dessa lista?

Não, o que eu quero dizer é que temos que observar, e que tem que ser vereadores comprometidos com o projeto do Executivo. Tu participa de um processo eleitoral, apresenta tuas propostas para aqueles que estão contigo disputando para vereador e depois o vereador, ele se desgarra daquele projeto assumido com a comunidade, não é bom. Não é bom para o partido, não é bom para o governo, não é bom para a cidade e não é bom para o próprio vereador. Por isso a necessidade de sermos mais criteriosos na escolha dos nomes para a eleição em 2020.

 Quando eu perguntei ao sr sobre as mudanças no Governo, o sr falou em projeto de reeleição. Esse projeto já está em seus planos então?

Não, não... só vou falar de reeleição, só vou focar na reeleição, se for para a reeleição... Porque, se eu for para a reeleição é porque serei menos candidato em 2022 na majoritária. Se eu não for para a reeleição, que é uma possibilidade que reflito a cada momento da minha vida, se eu não for para a reeleição é porque com certeza meu projeto é 2022. Se eu for para a reeleição é porque 2022 terá menos importância no meu projeto político.

 

Nesse caso o sr. colocaria um sucessor...

Sim...

 

Do seu partido?

Do meu partido claro...

 

Então alguém do PSDB...

Alguém do partido mas não quer dizer que tenha que ser do meu partido. Do meu partido ou um aliado, mas alguém que tenha o mesmo olhar pela cidade, a mesma percepção. De gestão, de resultado, da busca de solução... que não faça da prefeitura um cabide político. Alguém com responsabilidade total.

 Seu vice, Ricardo Fabris, seria um nome?

Porque não?

 A onda que varreu o cenário político nas últimas eleições, com o PSL... Qual sua percepção? Isso vai até 2020?

Eleições são diferentes uma da outra. Candidatos, são diferentes uns dos outros. Foi um momento de desejo de mudança contra o sistema instalado. Agora, não foi discutido na eleição que passou, em nível nacional, questões de política interna, externa, questòes de economia, a busca pelo crescimento...As discussões foram outras. Mas agora, o mundo real ele existe, e vai continuar a partir de janeiro. A mudança, o eleitor promoveu agora espera-se que o político promova a verdadeira mudança. A quebra do sistema.

 Qual sua expectativa quanto aos governos de Moisés e Bolsonaro?

Eu acho muito, muito cedo mesmo para fazer qualquer tipo de avaliação até porque eles nem assumiram ainda. Independente da expectativa se vai ou não fazer um bom governo eu desejo que o façam. Porque se o presidente e o governador o fizerem, os prefeitos também têm condições de fazer porque nós dependemos do governo estadual e federal.

 

 

 

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