Se eu tinha oposição na Assembleia era do meu próprio partido, diz Moisés
Governador esteve nesta manhã em Forquilhinha e mandou recado indireto ao deputado Eduardo Bolsonaro: quem faz barulho é carroça vazia"
14/11/2019 14:58

O governador Carlos Moisés, do PSL, ao discursar nesta manhã em Forquilhinha, sul do Estado, manteve o tom ameno mas não deixou de emitir recados claros relativos aos acontecimentos das últimas semanas, que culminaram com a saída do presidente Jair Bolsonaro do partido. Mais que isso, Moisés sinaliza com deputados de outros partidos para de fato comporem a base dele na Assembleia.

Tanto que na entrevista coletiva concedida logo após o evento, chamou de " deputados da base"  os emedebistas Volnei Weber e Luiz Fernando Cardoso, o Vampiro, José Milton Scheffer, do PP e Rodrigo Minotto, do PDT. Mais que isso, disse que se tinha oposição na Assembleia era de seu próprio partido.

No início de seu discurso, Moisés solicitou que os deputados se levantassem e fez referência especial destacando a “ Relação Republicana” que mantém com os parlamentares. Mesmo mantendo o tom e até certo humor no discurso, o governador não deixou de lado as alfinetadas.

Sem citar nomes, comentou  que concedeu entrevista ontem e foi questionado sobre as declarações relativas a ele em evento em Criciúma e que comentou que “quem faz barulho é carroça vazia”.

O evento em Criciúma teve a presença do deputado federal Eduardo Bolsonaro, que afirmou em entrevista ao site estar o governador “seguindo a cartilha da esquerda”.

Confira a seguir a entrevista coletiva que o governador concedeu logo após evento em Forquilhinha:

 

O sr evitou aqui entrar diretamente na “briga”  PSL/Bolsonaro. Como fica daqui pra frente o PSL especificamente em Santa Catarina?

Se estou governador é porque precisei de um partido e vou continuar nele, essa é a lógica e isso não nos afasta do presidente Jair Bolsonaro, pelo contrário tanto que o presidente tem vários outros parceiros de outros partidos. Não fosse assim, nada caminharia na Câmara e nem no senado, que são de outro partido que não o do próprio presidente. A gente entende que isso é equilíbrio democrático, a boa conversa, o bom diálogo e os interesses republicanos é que têm que prevalecer. O partido está sendo gestado pelo meu amigo, deputado Fábio Schiochet que tem caminhado conosco nessa luta de ser um pacificador. Eu recebi recentemente do Exército Brasileiro a medalha de Pacificador ali eu disse que nossas guerras são as guerras para uma boa saúde, boa educação, segurança pública de qualidade, infraestrutura, que são verdadeiras entregas que um governo tem que fazer. Essas causas sim são as bandeiras que nós levantamos porque eu tenho muita responsabilidade com o voto de cada cidadão, com o cargo que me foi franqueado. Tenho respeito a todos aqueles que acreditaram e confiam nesse governo portanto vamos continuar com serenidade, sobriedade, nos relacionando com todos os partidos, como demonstrado hoje aqui com todos os deputados que estão na base do governo e a gente entende que essa é a receita.

Sabemos que os R$ 8 milhões são importantes,  o sul está comemorando , e sabemos da parceria entre Forquilhinha e Maracajá para continuidade dessa pavimentação. Mas, se os recursos não forem suficientes, o sr se compromete a concluir essa pavimentação da Rodovia Jacob Westrup?

Ela se iniciam parcialmente em cada município e elas não vão concluir toda a pavimentação. É compromisso do Governo do Estado sim concluir essa obra. Não faria muito sentido a gente deixar uma parte sem entregar. Esse é o primeiro passo de muitos passos que nós vamos dar no Governo de Santa Catarina.

Com relação aos demais deputados, o sr diz que não sai do PSL. Alguns deputados devem deixar o partido. A relação com eles fica  mais difícil?

Se eu tinha alguma oposição na Assembleia Legislativa, era do meu próprio partido. Não de todos, temos dois deputados ali que caminharam muito conosco, o deputado Mocelin e o deputado Alba e eles tem a liberdade de fazer as escolhas deles. Nós tínhamos muita oposição fogo amigo né? Então eu acho que o governo não perde, não ganha, as coisas continuam do jeito que estão talvez até um relacionamento melhore, se estreite porque a nossa bandeira é o catarinense, o bem estar do catarinense.

 

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